SBACV alerta para os riscos de doença vascular

Problema pode causar gangrena ou até amputação de membros inferiores

Por O Dia

Doença afeta entre 10 a 25% da população acima de 55 anos no país
Doença afeta entre 10 a 25% da população acima de 55 anos no país -

Rio - O Dia Nacional de Prevenção da Doença Vascular Periférica é no próximo sábado. A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) acomete as artérias, que são os vasos que levam o sangue do coração para os órgãos e tecidos, principalmente nos membros inferiores. A aterosclerose é a causa mais comum da DAOP, caracterizada pela dificuldade de passagem de sangue devido a placas de gordura e outros elementos depositados na parede das artérias ou pela própria degeneração da parede do vaso ao longo dos anos. Ela pode causar ainda problemas cardiovasculares como o infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Estimativas apontam uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a idade.

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) aproveita a data para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, visto que o problema pode causar gangrena ou até amputação de membros inferiores. “Os fatores de risco para a DAOP são tabagismo, sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto. Por isso é importante a avaliação do Angiologista ou Cirurgião Vascular, pois com o diagnóstico precoce é possível tratar e evitar complicações”, afirma o presidente da SBACV, Roberto Sacilotto.

Os pacientes que apresentam a doença arterial obstrutiva periférica iniciam os sintomas queixando-se de dores nas panturrilhas quando andam determinadas distâncias e que melhoram quando interrompem a marcha, é a chamada claudicação intermitente - um alerta de que a circulação pode não estar normal. Em estágio avançado, a pessoa pode sentir dor nos membros inferiores, mesmo em repouso, frialdade nas perna, formigamento e dormência e apresentar lesões necróticas (tecido sem recuperação, escuros) em dedos dos pés. Além de um exame clínico minucioso, a utilização de exames como o ultrassom Doppler também pode confirmar o diagnóstico.

Tratamentos

Na fase em que o paciente apresenta dor quando caminha (claudicação intermitente), medidas clínicas e orientações como suspender o uso de cigarros, controlar a pressão alta, colesterol elevado e diabetes devem ser iniciados de imediato, além de estimular o hábito de caminhar aumentando assim a formação de novos vasos que irão compensar aqueles obstruídos.

“Nos casos de doença avançada, com o aparecimento de necroses nas extremidades dos dedos dos pés, há a necessidade de procedimentos cirúrgicos que podem ser iniciados pela Angioplastia (dilatação do vaso com balões e stents) até cirurgias maiores como a ponte de veia safena, que seria a substituição do local obstruído da artéria por veia safena do próprio paciente fazendo uma derivação em ponte. São procedimentos que cicatrizam as lesões e feridas e o levam ao salvamento da perna”, explica Sacilotto.

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