'Janeiro Seco' prega a abstinência alcoólica o mês inteiro

Moda no Reino Unido, campanha é um bom 'antídoto' para os excessos das festas de fim de ano e gera efeitos positivos

Por O Dia

No 'Janeiro Seco', abstinência alcoólica é incentivada, com resultados positivos para a saúde
No 'Janeiro Seco', abstinência alcoólica é incentivada, com resultados positivos para a saúde -

Rio - Enquanto no Rio a festa parece não ter fim, no Reino Unido, os britânicos começam o seu 'Dry January' (Janeiro Seco). Após os excessos das festas de fim de ano, a campanha incentiva a abstinência alcoólica no primeiro mês do ano, o que, segundo estudos, gera efeitos positivos a longo prazo.

De acordo com um estudo da Universidade de Sussex, Inglaterra, que observou 800 ingleses, não ingerir uma gota de álcool no primeiro mês do ano proporciona melhor energia, pele mais saudável e perda de peso.

Pelo menos 71% das pessoas estudadas passaram a dormir melhor e 57% perceberam melhora na concentração. E mais: 88% afirmaram ter economizado dinheiro e 71% perceberam que não precisam de bebida para se divertirem. Além destes benefícios, quem aderiu ao estudo passou a beber menos álcool em relação ao ano anterior: 3,3 dias por semana contra 4,3 dias. A pesquisa mostrou ainda que os resultados também surgem, em escalas menores, para aqueles que não conseguiram realizar o Janeiro Seco por completo, mas que diminuíram o consumo de bebidas alcoólicas. Portanto, a prática se torna válida mesmo que não se complete os 31 dias.

Segundo o psiquiatra Jorge Jaber, especializado em dependência química pela Universidade de Harvard (EUA), no Reino Unido há um grande cuidado com a saúde. "É um um dos mais avançados em prevenção às doenças, entre as quais o alcoolismo". Para o especialista, o Brasil não tem cultura de prevenção às doenças, de maneira geral. "Fora as campanhas de vacinação e de uso da camisinha, não temos nenhuma política. A gente não vê mais nem campanha contra a dengue. Ainda bem que o mosquito resolveu colaborar!". Jaber disse que o Brasil é mercado pujante para substâncias químicas lícitas e ilícitas. "É importante que o cidadão seja informado sobre os malefícios causados pelo uso excessivo de álcool", destacou o médico.

Jaber salientou que o Brasil já é o maior produtor mundial de cerveja e é o maior consumidor do planeta de bebida destilada. "A maioria da população mundial vai tomar bebida alcoólica e não vai ter problema. Então não é justo impedir o uso dos que não terão problema e apreciam. No entanto, é preciso esclarecer de que qualquer pessoa pode desenvolver problemas graves ao consumir o álcool exageradamente. Uma dose por semana é considerável saudável", explicou.

O ministro das Cidades, Osmar Terra, recentemente manifestou o desejo de impor um limite de horário para a venda de bebidas alcoólicas no país.

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