A ação integrou a programação da Campanha Nacional Cartão Vermelho ao Trabalho InfantilFoto: Clara Preta/Smas

Volta Redonda - A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas) – através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), vinculado ao Departamento de Proteção Social Especial (DPES) –, realizou nesta sexta-feira (19) o III Seminário “Rede que Protege – Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”. A ação integrou a programação da Campanha Nacional Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil e reuniu profissionais da rede pública municipal para debater estratégias de prevenção, identificação e enfrentamento das violações de direitos de crianças e adolescentes.
Com o tema “Rede que Protege”, o seminário teve como objetivo fortalecer e qualificar a atuação integrada dos diversos setores que compõem a rede de proteção, ampliando o conhecimento dos profissionais sobre as diferentes formas de trabalho infantil e aprimorando os fluxos de atendimento, encaminhamento e acompanhamento dos casos.
A programação teve início com o credenciamento dos participantes e a abertura oficial, seguida de uma apresentação teatral do artista Washington Kellington, que trouxe reflexões sobre a importância da garantia dos direitos da infância. Na sequência, representantes dos órgãos municipais e instituições parceiras compuseram a mesa de abertura, reforçando a necessidade da atuação conjunta no combate ao trabalho infantil.
Durante a manhã, o Peti apresentou as ações desenvolvidas no município. Em seguida, a representante da Comissão Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Coopeti), Letícia Diniz, conduziu o painel temático “Trabalho Infantil e Proteção Integral”, abordando os desafios para a identificação dos casos e a importância do trabalho articulado entre os diferentes serviços públicos.
A coordenadora do Peti, Larissa Russoni, destacou que o seminário representa uma importante oportunidade de qualificação para os profissionais que atuam diretamente na proteção de crianças e adolescentes.
“Este seminário é um espaço fundamental para fortalecer a rede de proteção e ampliar o olhar dos profissionais sobre as diversas formas de trabalho infantil, muitas vezes invisibilizadas. Quando qualificamos a atuação da rede, garantimos respostas mais rápidas e eficazes para proteger nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
A programação prosseguiu com as dinâmicas “Isso é infância?” e “Fluxos de Proteção e Estudo de Casos”, que estimularam o debate sobre situações do cotidiano profissional e contribuíram para o aperfeiçoamento das estratégias de proteção integral de crianças e adolescentes.
Mais atividades à tarde
No período da tarde, as atividades seguiram com o momento “Tecendo a Rede de Proteção”, que reforçou a importância da integração entre as políticas públicas de Assistência Social, Educação, Saúde, Trabalho, Direitos Humanos e Sistema de Justiça. O encerramento ocorreu com a atividade “Desatando Nós”, voltada à reflexão sobre os desafios enfrentados pelos profissionais e à construção de soluções conjuntas para o fortalecimento da rede.
A diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPES), Mariana Pimenta, ressaltou que o enfrentamento ao trabalho infantil passa pelo fortalecimento dos serviços especializados e pela atuação articulada da rede socioassistencial.
“Por meio do Peti, o Departamento de Proteção Social Especial desenvolve ações permanentes de prevenção, identificação e acompanhamento das situações de trabalho infantil. Este seminário é mais uma ferramenta para fortalecer a atuação dos profissionais e garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos assegurados, longe de qualquer forma de exploração”, destacou.
A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, ressaltou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige compromisso permanente e atuação integrada entre os diversos setores da sociedade.
“Proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva. A construção de uma rede forte e articulada é essencial para identificar situações de violação de direitos, acolher as famílias e garantir que nossas crianças tenham acesso a uma infância plena, com oportunidades de desenvolvimento e proteção. Este seminário reforça o compromisso da gestão municipal com a qualificação dos profissionais e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência”, destacou.
Rede de proteção é referência no estado
Durante o seminário, o deputado estadual e presidente da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e da Pessoa Idosa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Munir Neto, destacou a estrutura da rede de proteção existente em Volta Redonda e a importância da atuação integrada entre os diversos setores para prevenir e combater o trabalho infantil.
O parlamentar lembrou que o município possui uma ampla rede de proteção social formada por 35 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), além dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Serviço Família Acolhedora, Centro Pop, Casa de Passagem, unidades de acolhimento institucional para crianças, adolescentes e idosos, além de projetos esportivos, culturais e educacionais que fortalecem os vínculos familiares e comunitários.
Munir também ressaltou a atuação da Fundação Beatriz Gama (FBG), dos projetos voltados às pessoas com deficiência, das iniciativas para a população idosa e das ações desenvolvidas nas áreas da saúde, educação, esporte e cultura como instrumentos fundamentais para garantir oportunidades e reduzir situações de vulnerabilidade social.
“Volta Redonda é uma referência quando falamos em proteção social. Temos equipamentos, programas e equipes técnicas qualificadas que trabalham diariamente para garantir direitos e oferecer oportunidades às famílias. O trabalho infantil existe e precisa ser enfrentado, mas contamos com uma rede preparada para identificar, acolher e atuar de forma integrada”, afirmou.