Em Bom Jesus, é realizada aplicação direcionada de carrapaticida, visando conter a proliferação do vetor no ambiente Foto Ascom/Divulgação
Febre maculosa põe Norte e Noroeste do estado em alerta
Primeiro caso do ano aconteceu no início de agosto, com um óbito em São Fidélis; outro semelhante foi registrado em Bom Jesus
A confirmação de uma morte por febre maculosa em Bom Jesus do Itabapoana, na última semana, tornou mais forte o sinal de alerta no Noroeste Fluminense, somando-se à preocupação regional iniciada semanas antes com o óbito registrado em agosto, no município de São Fidélis, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.
As duas regiões enfrentam registros de mortes provocadas pela doença, transmitida pelo carrapato-estrela, o que mobilizou autoridades bonjesuenses e fidelenses, juntamente com órgãos estaduais, em uma força-tarefa para conter o avanço do vetor e instruir a população sobre diagnósticos rápidos.
Após a confirmação pela Secretaria Municipal de Saúde de Bom Jesus do Itabapoana, foram iniciadas ações de campo imediatas e amparo epidemiológico, vigilância ambiental, prevenção e controle no território relacionado ao caso. Para tanto, agentes de saúde coletam informações junto aos familiares da vítima, realizando visitas técnicas ao provável local da infecção para mapear os riscos.
De imediato, Agentes de Combate às Endemias (ACE) realizaram a aplicação direcionada de carrapaticida, visando conter a proliferação do vetor no ambiente. Paralelamente ao monitoramento preventivo, foram repassadas orientações sobre cuidados com animais domésticos e medidas para reduzir o risco de infestação por carrapatos.
Não há registro de novos casos nas duas regiões, mas as prefeituras dos dois municípios com recentes registros da febre maculosa (também conhecida como “doença do carrapato”) estão adotando protocolos rígidos de contenção. Em Bom Jesus, acontecem reuniões estratégicas com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e ACE para identificação precoce de novas áreas de risco.
FORÇA-TAREFA - Também são realizadas visitas técnicas e parcerias com órgãos como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para orientar produtores rurais e trabalhadores do campo, além de alertas massivos para que tutores cuidem de animais domésticos e mantenham quintais limpos. Os trabalhos são desenvolvidos por meio de campanhas.
Em São Fidélis, as suspeitas surgiram no início de agosto, mas os exames laboratoriais confirmaram o óbito provocado pela maculosa somente dias depois. As estratégias preventivas estão intensificadas: a Defesa Civil, junto às secretarias de Meio Ambiente e de Saúde, tem realizado a sinalização e a restrição de acesso a áreas de margens de rios e locais com alta circulação de capivaras (hospedeiras do carrapato).
A força-tarefa envolve ainda a Vigilância Epidemiológica, o Desenvolvimento Agropecuário e conta com apoio técnico direto da Secretaria de Estado de Saúde. Reforçando a iniciativa, profissionais da rede hospitalar são orientados a iniciar o tratamento com antibióticos específicos antes mesmo do resultado laboratorial em casos suspeitos, evitando o agravamento.
Como instrução considerada fundamental, autoridades sanitárias de Bom Jesus e de São Fidélis destacam a importância de que pessoas que frequentaram áreas de mata, pastos ou margens de rios e apresentarem sintomas como febre alta, dor de cabeça forte ou manchas avermelhadas busquem atendimento médico imediato.

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