Eliza Samudio foi assassinada em 2010Reprodução / Redes sociais
Entenda como Eliza Samudio voltou ao Brasil sem passaporte
Documento da modelo foi encontrado em Portugal
Após o passaporte da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010, ser encontrado em Portugal, surgiram dúvidas sobre como ela conseguiu retornar ao país. Segundo fontes do Itamaraty, a volta de Eliza ocorreu em 2 de novembro de 2007, por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), emitida por consulados brasileiros no exterior.
O documento encontrado e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa possui apenas uma marcação de entrada, datada de 5 de maio de 2007, três anos antes da morte de Eliza. Ele foi expedido em 9 de maio de 2006 e expirou em 8 de maio de 2011. As informações são do "Metrópoles".
"O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento", disse o consulado.
Em 2 de novembro de 2007, a modelo chegou ao Brasil com a ARB, que foi recolhida pela Polícia Federal no aeroporto.
A Autorização de Retorno ao Brasil (ARB) é um documento emitido por uma repartição consular brasileira no exterior para permitir que brasileiros retornem ao país quando estão no exterior sem passaporte válido (por perda, roubo, extravio ou impossibilidade de emissão imediata de passaporte).
Relembre o caso
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010. A investigação do caso concluiu que ela foi assassinada a mando do goleiro Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo, com ajuda de conhecidos e amigos dele. O corpo da vítima nunca foi encontrado.
Na época, ela havia entrado na Justiça para que ele reconhecesse a paternidade do filho que tiveram juntos. Testemunhas relataram que Eliza foi estrangulada, esquartejada e teve os restos jogados para cães rottweilers.
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver. Ex-jogador está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

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