PGR afirma que não encontrou elementos que justificassem uma investigação contra Alfredo GasparCâmara dos Deputados

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um pedido de investigação, por suspeita de estupro e suborno, contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parlamentar é o vice da chapa à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão, desta terça-feira (6), atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou elementos que justificassem uma investigação. As informações foram publicadas inicialmente pelo Metrópoles e confirmadas pela reportagem.
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Uma acusação de estupro contra Alfredo Gaspar foi feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a sessão de encerramento da CPMI do INSS, no Congresso. Gaspar era o relator da comissão e, no relatório final, pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís da Silva, o Lulinha. 

Em seguida, os parlamentares da base governista apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal pedindo a abertura de inquérito. O deputado negou as acusações e disse que era alvo de denunciação caluniosa por parte dos parlamentares governistas, e se colocou à disposição para prestar depoimentos e exames para comprovar sua versão.

Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria nascido sendo gerada com o ato violento. Eles não detalharam a denúncia feita publicamente, mas disseram que informações complementares foram apresentadas à polícia.
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Após ser escolhido como vice de Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar chegou a fazer um apelo público no qual disse "implorar" para que um exame de DNA fosse feito o quanto antes. "Estou implorando, façam o exame de DNA, a prova científica", afirmou em conversa com jornalistas ao ser indagado sobre a acusação de estupro.