A fiscalização continua intensificando as ações para eliminar o abandono de imóveis em bairros e distritos Foto Gomes/Reprodução

Um problema que afeta diretamente a rotina de quem vive em Campos dos Goytacazes (RJ) é o descaso com propriedades particulares. Contudo, em uma ação contínua, o governo municipal articula uma rigorosa ofensiva institucional focada em terrenos baldios que servem como criadouros do mosquito da dengue e esconderijos para a criminalidade. 
A estratégia é coordenada pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública do município, por meio do setor de Posturas, e já emitiu 1.126 boletins de notificação a donos de terrenos baldios e construções abandonadas em diversas regiões da cidade.
O objetivo central do poder público é erradicar o mato alto e o acúmulo de lixo, forçando os responsáveis legais a assumirem a manutenção correta desses locais para garantir o bem-estar coletivo. Trata-se de uma força-tarefa de fiscalização impulsionada por denúncias da população, com desdobramentos práticos na organização urbana da cidade.
Dos casos identificados, 135 notificações foram arquivadas após os proprietários cumprirem as exigências e realizarem a limpeza imediata das áreas. De acordo com a secretaria, 571 processos seguem dentro do prazo de regularização e outros 420 proprietários precisaram ser acionados via edital por falta de resposta inicial.
Quem recebe a autuação tem o prazo estipulado de sete dias para comparecer à sede do órgão, localizada na parte superior da Rodoviária Roberto Silveira. Outra opção é entrar em contato telefônico para alinhar a limpeza, sob o risco de pesadas sanções administrativas e multas. O contato oficial da Central de Posturas/Ouvidoria é o WhatsApp (22) 98168-3645.
Barreira sanitária
A motivação parte da constatação de que terrenos com vegetação densa e descarte irregular de entulho se transformam em focos do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças tropicais perigosas como dengue, zika e chikungunya. Com a força-tarefa, as autoridades acreditam que evitam o avanço da proliferação.
Ao eliminar esses criadouros por meio do saneamento forçado das propriedades, a gestão municipal cria uma barreira sanitária crucial para evitar surtos epidemiológicos severos na área urbana, ratifica a secretaria, acentuando que a medida também afasta o perigo iminente de infestações por animais peçonhentos.
A Ordem Pública propõe também evitar que imóveis e terrenos desocupados - que carecem de cercamento ou iluminação - continuem servindo rotineiramente como pontos utilizados por criminosos como esconderijos, depósitos de materiais ilícitos ou rotas de fuga.
A exigência de limpeza urbana promovida pela secretaria é uma forma de devolver a visibilidade a essas áreas e reduz significativamente as oportunidades para a prática de delitos, reforça o órgão, pontuando que, ao transformar locais perigosos em ambientes limpos e visíveis, a tranquilidade da população pode ser restabelecida.