Projeto apresentado pela Águas de Casimiro prevê tarifas de água e esgoto diferenciadas conforme o tamanho dos imóveis comerciaisFoto: Divulgação
A iniciativa foi apresentada ao presidente da Associação Comercial, Industrial e Turística de Casimiro de Abreu (ACINCA), Sérgio Coelho. Segundo a presidente da autarquia, Juliana Franco, a intenção é tornar a cobrança mais proporcional ao porte dos estabelecimentos e buscar maior equilíbrio nos custos dos serviços para o comércio local.
Tamanho do imóvel será critério para definir tarifa
O Projeto de Lei estabelece três categorias comerciais: B, B1 e B2. A classificação leva em conta a metragem do imóvel e define o consumo mínimo mensal utilizado como referência para a cobrança da tarifa de água.
Os estabelecimentos com área construída igual ou superior a 51 metros quadrados serão enquadrados na categoria B, com consumo mínimo de 20 metros cúbicos por mês e tarifa de água de R$ 126,41.
Na categoria B1, destinada a imóveis com área entre 31 e 50 metros quadrados, o consumo mínimo previsto é de 15 metros cúbicos mensais, com tarifa de R$ 94,80. Já os estabelecimentos de até 30 metros quadrados entrarão na categoria B2, com consumo mínimo de 10 metros cúbicos por mês e tarifa de R$ 63,20.
Além desses valores, a proposta prevê a cobrança de esgoto correspondente a 50% da tarifa de água. Dessa forma, o valor total da conta será maior que a tarifa de água indicada para cada categoria.
De acordo com Juliana Franco, a mudança pretende adequar a cobrança às dimensões dos imóveis comerciais e contribuir para a atividade econômica do município.
“A proposta tem como objetivo tornar a cobrança mais proporcional ao porte dos estabelecimentos comerciais, promovendo maior equilíbrio na tarifação dos serviços e buscando contribuir para a atividade econômica local”, afirmou a presidente da Águas de Casimiro.
A medida poderá afetar de forma diferente os comerciantes, conforme a área construída de cada imóvel e o enquadramento tarifário previsto no projeto. No entanto, as informações divulgadas não esclarecem se o texto já foi encaminhado à Câmara Municipal, quando será votado ou a partir de qual data as novas tarifas poderão entrar em vigor.
Até que haja confirmação sobre a tramitação e a eventual aprovação da proposta, os valores apresentados devem ser considerados parte do projeto, e não uma alteração já aplicada às contas dos comerciantes.


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