A coluna separa o que deu certo e o que deu errado nesta edição do Rock in Rio Divulgação

Passada a euforia, chegou a hora de separar o aplauso da vaia. O Rock in Rio continua gigante, mas até gigante pisa no pé de alguém. Eis o balanço da Coluna Andrei Lara:
Funcionou: BRT
No transporte, o BRT passou no teste. Mesmo nos dias de grande movimento, muita gente escolheu o sistema para chegar e sair da Cidade do Rock. O fluxo foi intenso, mas o serviço conseguiu absorver boa parte do público. Dessa vez, pelo menos nesse quesito, o Rio não ficou parado.
Não funcionou: ativações das marcas
Aqui faltou afinação. Filas enormes, brindes acabando cedo e experiências que exigiam uma paciência quase religiosa. Ativação serve para aproximar marca e público. Quando o fã passa mais tempo esperando um mimo do que assistindo ao show, ativou foi a irritação.
Não funcionou: novo Palco Mundo
Visualmente, um espetáculo. Na prática, nem todo mundo conseguiu aproveitar a novidade do mesmo jeito. Para quem não foi contemplado pela genética com alguns centímetros extras, o telão acabou virando protagonista. O palco ficou maior. A visão, nem sempre.
Funcionou, mas com ressalvas: Primeira Classe
A experiência teve elogios e entregou conforto para muita gente, mas também surgiram reclamações sobre filas, orientação e estrutura. E serviço chamado Primeira Classe precisa tomar cuidado: quando promete champanhe, não pode entregar aperto de ônibus.
Não funcionou: Cidade do Rock encharcada
Choveu e apareceram as poças, a falta de abrigo e muita gente tentando descobrir onde se proteger. São Pedro não trabalha para a organização do festival, claro. Mas prever chuva no Rio também não exige consulta ao Vaticano.
Não funcionou: ingressos sobrando
Em algumas datas, especialmente nas dedicadas ao rock, o público ficou abaixo do que se espera de um festival desse tamanho. Ver ingresso sobrando perto da data do evento é um sinal que merece atenção. Até o Rock in Rio precisa lembrar que fama não vende ingresso sozinha.