Martinho da Vila no centro da reviravolta que terminou com a escola desistindo da junção dos sambasReprodução Instagram
Crise na Vila Isabel provoca debandada após reviravolta no samba
Após reviravolta no samba de Martinho, quatro compositores deixam a escola e carnavalescos ameaçam seguir o mesmo caminho
Na final, a Vila Isabel decidiu unir dois sambas concorrentes para o Carnaval de 2027. Um deles era assinado por Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz. Só que Martinho não gostou nada da mistura. Presidente de honra da escola e ligado à azul e branca há seis décadas, ele pediu a retirada do próprio nome e chegou a sinalizar que poderia nem desfilar caso a decisão fosse mantida.
A pressão funcionou. A Vila recuou, desfez a junção e resolveu levar para a avenida somente o samba de Martinho, Bocão e André Diniz.
Foi aí que o incêndio começou.
Rafael Tinguinha e os compositores Gustavinho Oliveira, Gabriel Simões e Thales Nunes anunciaram que estão deixando a escola. Nos desabafos apareceram palavras como “humilhação”, “covardia” e até a afirmação de que a disputa teria sido vencida “no campo” e perdida “no tapetão”.
A saída de Thales Nunes pesa ainda mais. Ele estava há 17 anos consecutivos na Vila, chegava à sua oitava final de samba e acabara de comemorar a realização de um sonho. Poucos dias depois, saiu pela porta.
A confusão chegou aos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, mas Haddad negou que a dupla tenha ameaçado deixar a escola.
O desfile é só em fevereiro. Mas a Vila Isabel já começou 2027 com gente saindo da avenida antes mesmo de entrar nela.

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