Lula e Xamã durante encontro com artistas e representantes da cultura, no Rio, onde o presidente voltou a defender o fim das bets Reprodução Instagram

O assunto era cultura, mas quem acabou entrando em cena foram as bets. Durante encontro com cerca de cem artistas na Fundição Progresso, no Rio, anteontem, Lula ouviu pedidos para acabar com as apostas on-line e respondeu que pretende colocar um ponto-final no setor.
E não ficou só no discurso de palco. A expectativa é que o presidente anuncie hoje uma medida contra as bets, com a possibilidade de proibição total das plataformas no país. O governo vinha discutindo alternativas mais brandas, mas o fechamento completo ganhou força nos últimos dias.
Agora começou o chororô no intervalo comercial. Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte já avisaram Globo, Band e RedeTV! de que podem romper contratos caso o cerco às apostas inviabilize o negócio. Só em agosto, foram cerca de R$ 153 milhões das bets em publicidade e patrocínios na TV.
É dinheiro? Claro que é. E muito!
Mas fica uma perguntinha desta coluna: a televisão brasileira está no ar há mais de 70 anos. Como será que ela conseguiu se bancar durante todo esse tempo antes de inventarem o Tigrinho?
Pelo visto, tem gente tratando bet como se tivesse vindo no manual de instruções da televisão. Calma, minha gente. Antes da aposta, já existia intervalo comercial!