Ricardo Couto de Castro mantém a família longe dos holofotes desde que assumiu o Governo do EstadoGoverno do Estado do Rio de Janeiro
Em entrevista ao Canal Livre, da Band, Couto revelou que uma amiga o convenceu a procurar uma astróloga que fazia mapa astral. Ele contou que foi meio resistente, porque não acreditava muito no assunto. Ainda assim, resolveu ouvir. E recebeu uma previsão daquelas: um dia assumiria o Governo do Estado e faria uma boa gestão.
Na época, a possibilidade pareceu tão distante que ele levou um susto. O tempo passou, a vida deu suas voltas e a previsão de que Ricardo Couto chegaria ao Governo do Rio acabou se cumprindo: hoje, ele está no Palácio Guanabara.
Pois bem. Já que o próprio governador resolveu contar essa história, a coluna, que de boba não tem nada, aproveitou para querer saber um pouco mais. Afinal, se já previram que Couto seria governador e aconteceu, o que será que as cartas mostram daqui para frente?
Para tentar descobrir, chamamos o tarólogo, professor e amigo da coluna Marcelo Góes. Paulista, mestre e tarólogo renomado, Marcelo tem longa experiência com as cartas e uma extensa carteira de clientes, entre eles nomes famosos.
E foram oito perguntas. Oito por um motivo: deitado, o número forma o símbolo do infinito e carrega justamente a ideia de continuidade, ciclos e caminhos que ainda estão por vir. Para uma conversa sobre futuro, caiu como uma luva!
Então fomos perguntar de tudo um pouco: futuro nacional, Supremo Tribunal Federal, política depois do Governo do Rio, novos convites e possíveis reviravoltas.
Marcelo abriu as cartas. E o jogo falou.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
A carta da Força também se apresenta no jogo e mostra justamente um novo desafio chegando. É algo sobre o qual ele vai pensar muito antes de tomar qualquer decisão, porque temos também o Pendurado. A Força fala de equilíbrio, consciência e domínio da situação, enquanto o Pendurado indica uma pausa, um período de reflexão antes de seguir adiante.
Esse Pendurado também pode mostrar que Ricardo Couto terá que, entre aspas, sacrificar alguma coisa para conseguir algo melhor. Então, vejo a possibilidade de ele encerrar algo no Rio, ou deixar alguma função ou posição que esteja exercendo, para abrir espaço para uma oportunidade maior. Não vejo esse ciclo simplesmente terminando. Vejo uma mudança, uma escolha importante e algo melhor podendo se apresentar para ele.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
Mas aparece também o Sete de Copas, e essa carta pede cuidado para não idealizar demais as possibilidades. É uma carta que fala de sonhos, expectativas e até de alguma ilusão. Ele precisa evitar o deslumbramento ou criar uma expectativa maior do que aquilo que realmente está sendo colocado na mesa.
O Oito de Ouros também aparece e reforça a necessidade de prestar atenção aos detalhes, estudar bem cada possibilidade e analisar os pormenores antes de tomar uma decisão.
Mas, sim, existe uma possibilidade concreta de convite e de um cargo de maior projeção. É como se já houvesse pessoas olhando para o nome dele. Vejo uma cadeira importante podendo surgir no caminho.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
Mas ele terá que enfrentar o Sete de Espadas, e essa é uma carta que pede bastante atenção. Ela fala de situações que podem acontecer nos bastidores, de pessoas agindo em segredo e até de possíveis tentativas de boicote no caminho. Por isso, ele precisaria ter uma comunicação muito boa, agir com cuidado e observar bastante as movimentações ao redor.
Ao mesmo tempo, aparece o Três de Ouros, mostrando pessoas analisando e avaliando o nome dele. Então, existe essa possibilidade e o nome de Ricardo Couto aparece muito bem avaliado, mas o caminho, neste momento, não se mostra completamente favorável.
Apesar da preparação e da visão muito clara que ele demonstra, existe um obstáculo importante no meio do percurso. O Três de Ouros mostra que o nome dele está sendo observado e considerado, mas o Sete de Espadas aponta um desafio nos bastidores. Existe alguma possibilidade de veto ou de boicote no caminho, e isso pode dificultar essa chegada ao Supremo.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
Temos aqui o Sete de Paus, mas o jogo dele novamente se abre com a figura de um rei, mostrando que ele continua sendo alguém muito importante e com uma posição de destaque. O Sete de Paus fala também de coragem, disposição e vontade para enfrentar desafios.
Então, se ele tiver esse desejo, não vejo um retorno exclusivo à magistratura. Vejo Ricardo Couto continuando próximo da política e atuando de uma forma bastante estruturada e estratégica.
O Rei de Espadas aparece novamente e reforça essa característica de alguém racional, estratégico, com capacidade de análise e posicionamento. Também aparece um Pajem, que traz espontaneidade, entusiasmo, curiosidade e abertura para explorar novos caminhos.
Por isso, acredito que ele não fique restrito à magistratura. As cartas mostram uma continuidade na vida pública e uma proximidade forte com a política, possivelmente de maneira estratégica e até exercendo influência sobre decisões e caminhos. Ele tem um nome forte, pelo menos é isso que o Tarô apresenta.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
A carta da Justiça aparece novamente, e isso é muito significativo. É como se chegasse um momento de reconhecimento, aquela sensação de olhar para trás e pensar: “Eu fiz um bom trabalho e agora chegou a hora de receber por isso”. Não necessariamente receber no sentido material, mas receber reconhecimento, consideração e a abertura de novas possibilidades. Existe muito essa ideia de colheita no jogo dele.
Então, sim, essa aproximação institucional com o governo federal pode iniciar uma nova fase. Mas não aparece como um caminho simples. Ele vai precisar se movimentar, ter vontade e realmente querer seguir por esse caminho. As cartas mostram que não basta apenas uma oportunidade aparecer, porque essa nova situação exigiria bastante coragem, força de vontade e capacidade para enfrentar desafios.
O Sete de Paus reforça justamente isso: ele precisaria entrar nessa nova fase disposto a defender a própria posição e enfrentar algumas batalhas. O governo federal pode olhar para ele de maneira favorável e isso pode, sim, ser benéfico. A carta da Justiça mostra muito essa ideia de que chegou um momento em que o trabalho realizado pode ser reconhecido e abrir outras portas.
Ao mesmo tempo, é um caminho carregado de muita responsabilidade e de bastante senso de realidade. Não vejo uma trajetória fácil ou leve. É um caminho de enfrentamentos, que pode ser até um pouco frio e doloroso em alguns momentos. Por isso, desde o início, ele precisaria refletir muito se realmente quer ocupar esse espaço.
Porque uma coisa é o governo querer o nome dele. Outra pergunta é: ele quer estar nesse palco? Ele quer assumir tudo o que vem junto com isso? As cartas mostram possibilidade, reconhecimento e abertura, mas também deixam claro que seria uma escolha que exigiria bastante dele.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
Vejo uma atuação muito voltada para evitar crises maiores, amenizar situações difíceis e olhar para setores ou problemas que estavam mais sombrios, mais esquecidos ou pouco observados. É como se ele tivesse conseguido encontrar alternativas em momentos em que as soluções não eram tão óbvias.
O Oito de Espadas também aparece no jogo e traz muito essa sensação de uma situação em que parece não haver saída. Mas a atuação dele vem justamente no sentido contrário, como alguém que olha para aquilo e diz: “Nem tudo está perdido. Vamos enfrentar isso com mais clareza e com uma mente mais segura”.
Então, vejo como uma marca dele essa capacidade de evitar crises maiores, reduzir tensões e impedir que determinadas situações se transformassem em problemas ainda mais graves. Ele aparece como um grande articulador, muito estratégico, seguro na fala e também muito seguro na maneira de conduzir os caminhos dele.
Onde havia muita escuridão ou situações mais difíceis, representadas pela carta do Eremita, ele conseguiu agir com estratégia e trazer luz para pontos que talvez ninguém estivesse observando. Também vejo muita criatividade e capacidade de encontrar alternativas.
Por isso, uma das marcas que ficam é justamente essa: a de alguém que conseguiu enxergar problemas que estavam sendo empurrados para debaixo do tapete e buscar soluções para eles. É uma atuação muito marcada pela estratégia, pela articulação e pela capacidade de enfrentar crises com mais racionalidade e equilíbrio.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
Não sei exatamente de onde virá essa separação, se será um afastamento de algum grupo, de alguma estrutura à qual esteja ligado ou de alguma posição que ocupe naquele momento. Mas é uma carta que mostra claramente que alguma coisa precisará ser deixada para trás. E não me parece uma decisão simples. É uma escolha importante, consciente e que pode ser até dolorosa para ele.
Depois dessa ruptura aparece o Pajem de Ouros, que fala justamente de um novo início, de um novo lugar, de aprendizado e de uma oportunidade diferente se apresentando na vida dele. É como se, para começar esse novo caminho, Ricardo Couto precisasse primeiro encerrar ou romper com alguma coisa que fazia parte da trajetória anterior.
E, depois de tudo isso, aparece a Rainha de Ouros, uma carta que fala de capacidade, criatividade, segurança e de uma posição mais estruturada. Então, talvez ele precise romper com algo para conseguir atingir outro patamar na vida profissional e pública.
Existe, portanto, uma decisão bastante importante e até dolorosa no caminho dele, mas essa decisão parece necessária para que ele consiga chegar a um estágio diferente. Vejo que ele consegue se firmar nesse novo lugar muito através da fala, da capacidade criativa, da inteligência e da maneira como conduz as situações.
É como se ele passasse a experimentar o mundo através de outros caminhos, de outras possibilidades e de novas oportunidades. Mas, para que isso aconteça, o jogo deixa muito claro que existe primeiro uma ruptura, representada pelo Três de Espadas. Alguma coisa precisa terminar para que esse novo ciclo possa realmente começar.
Coluna Andrei Lara:
Marcelo Góes:
O Sete de Espadas mostra alguém que pode tentar sabotar alguma coisa no caminho dele, seja a imagem, seja uma fala ou algum movimento que esteja sendo construído. Então, o futuro começa com essa necessidade de cautela. Ele precisa observar muito bem as pessoas com quem se associa, aquilo que comunica e os movimentos que faz.
Depois aparece o Sete de Ouros, que é uma carta de colheita. É também uma carta de espera, de gestação, de pausa e de algo que está sendo construído para dar resultado mais adiante. Então, apesar desse início mais cauteloso, existe uma colheita no caminho dele. Existe algo sendo preparado, e vejo isso chegando também através de um convite.
Por isso, não vejo a trajetória pública dele se encerrando. Pelo contrário. Aparecem encontros, relações, trocas e um convite que pode levá-lo para lugares muito importantes. Mas é um caminho em que ele precisará agir com bastante discrição e, em alguns momentos, até em silêncio.
O Sete de Espadas não é uma carta fácil. Ele mostra justamente que nem tudo deve ser colocado aos quatro ventos enquanto ainda está sendo construído, porque pode existir alguém tentando jogar areia nesse caminho. Então, algumas movimentações precisarão acontecer de maneira mais reservada, até que estejam realmente consolidadas.
Nos próximos anos, vejo Ricardo Couto recebendo um convite para ocupar uma posição muito estratégica, algo que combina bastante com o perfil que apareceu durante toda a leitura. Mas não é uma situação para ser anunciada ou exposta antes da hora.
Se eu olhar para todas as perguntas, existe uma mensagem que se repete muito no jogo dele: ele vai precisar de coragem e capacidade de decisão, mas também terá que cuidar bastante da própria imagem, do comportamento, das associações que faz e das pessoas que mantém por perto. Existe uma colheita importante no caminho, mas ela exige cautela até chegar o momento certo.





Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.