A vereadora Teresa Bergher passou a lupa no orçamentoReprodução/Facebook
Censo da população de rua sem senso
Na última audiência da Comissão de Direitos Humanos, a presidente, a vereadora Teresa Bergher, questionou o censo da população de rua de 2020. Pelo levantamento, havia 5.469 pessoas ao relento. "Basta dar uma volta para ver que o número está fora da realidade", afirmou Teresa, secretária de Assistência Social em 2017. Na época, já eram quase 15 mil pessoas nessa triste situação.
O gabinete da deputada Tia Ju (Republicanos), secretária durante a realização do censo de 2020, afirma que o número apresentado pela vereadora desconsidera os 1.803 acolhidos naquele momento, "que só estavam acolhidos por conta da forte onda da pandemia do COVID-19 que assolava todo o Brasil, consequentemente, a cidade do Rio de Janeiro". Segundo a parlamentar, a apuração final mostrou haver 7.272 — número reforçado pela atual gestão, sob a batuta da vereadora licenciada Laura Carneiro.
"Politizar uma situação tão grave, como as pessoas em situação de rua é, no mínimo, se colocar 'fora da realidade' e da empatia que todos devemos ter em relação a este problema e desmerecer todo o trabalho feito, não apenas pela gestão anterior, mas pelos funcionários públicos que se desdobraram em reuniões e grupos de trabalho para traçar, a partir dos dados, políticas públicas que pudessem permitir agir de forma efetiva na tentativa de minimizar o drama desta população", diz Tia Ju.
A Secretaria de Assistência Social diz que o censo realizado em outubro de 2020, foi o primeiro feito com metodologia científica para não contar duas vezes a mesma pessoa, ressaltando ter sido feito por técnicos especialistas no assunto do Instituto Pereira Passos.
A pasta estima que o número apurado naquele momento cresceu em pelo menos 700 pessoas, mas é uma estimativa. O número real será encontrado no próximo ano, quando for realizado novo levantamento.







Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.