Indústria brasileira de cimento comercializou 6,1 milhões de toneladas em agosto, alta de 1,9% na comparação com julhoAI

A indústria brasileira de cimento comercializou 6,1 milhões de toneladas em agosto, crescimento de 1,9% na comparação com julho. E no recorte de janeiro a agosto, o total chegou a 45 milhões de toneladas, avanço de 1,8%. Segundo balanço do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), o despacho por dia útil foi de 261 mil toneladas, alta de 1,9% ante agosto de 2025 e de 4,7% em relação a julho deste ano.
O levantamento indica também que a taxa de desemprego no segmento fechou julho em 5,3%, o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012. O número de pessoas ocupadas alcançou 103,3 milhões. Além disso, o índice de informalidade ficou em 37,5%, próximo dos níveis identificados nos meses anteriores. Já o rendimento do trabalhador da categoria permaneceu estável, indicando sinais iniciais de desaceleração do mercado de trabalho.
O resultado mantém a trajetória positiva das vendas em um ambiente de redução gradual da atividade econômica. Na avaliação da entidade, o mercado de trabalho ainda aquecido e a dinâmica da habitação, especialmente por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), são importantes vetores de demanda do insumo. Ao mesmo tempo, juros elevados, inadimplência e endividamento das famílias, além da menor confiança dos consumidores e das empresas indicam um cenário de maior cautela para os próximos meses.
De acordo com Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC, o setor acompanha com preocupação as discussões sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da jornada de trabalho na escala 6x1. “A proposta segue em análise no Senado, e uma eventual mudança na legislação trabalhista poderá elevar significativamente os custos de operação da indústria”, alerta Penna.
Ele diz ainda que a indústria de cimento tem um papel relevante no desenvolvimento do país o que levou a elaborar uma série de propostas para os candidatos aos governos federal e estaduais, com soluções de aplicação imediata nas áreas de infraestrutura, sustentabilidade e descarbonização, além de iniciativas relacionadas à gestão de resíduos e ao uso de materiais recicláveis. “Essas medidas podem contribuir para sustentar o desempenho da indústria nos próximos anos, uma atividade estratégica para o desenvolvimento e o crescimento da economia”, afirma o presidente do SNIC.