Pão, vinho e Corpus Christi

E por que o pão e o vinho? Porque Jesus escolheu os mais (re)conhecidos símbolos da alimentação cotidiana para transmitir a metáfora do sustento diário da alma dos cristãos

Por O Dia

Pão e vinho, coluna do vinho
Pão e vinho, coluna do vinho -

Rio - Por que se comemora o Corpus Christi e por que nas missas o celebrante levanta a âmbula (*) com as hóstias e o cálice com o vinho consagrados? Para reafirmar a presença de Cristo, ali representado naquele pão e naquele vinho. Essa tradição data de 1264 e foi instituída pelo Papa Urbano IV para tentar e resolver a descrença dos cristãos na Idade Média com relação a essa liturgia.

Tanto que no esforço de dar maior visibilidade ainda à Eucaristia recomendou às paróquias que estendessem para fora das igrejas esta celebração, decorando as calçadas e organizando procissões. E por que o pão e o vinho? Porque Jesus escolheu os mais (re)conhecidos símbolos da alimentação cotidiana para transmitir a metáfora do sustento diário da alma dos cristãos, transferindo para a hóstia e para o cálice de vinho o seu próprio corpo e o seu próprio sangue.

A Igreja Católica celebra na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade 60 dias depois do domingo de Páscoa a festa do Corpus Christi. Inclusive com a cerimônia-maior conduzida pelo próprio Papa Francisco, em Roma, na Basílica de São João Latrão seguindo depois pelas ruas de Roma. Observação: (*) chama-se âmbula, ou cibório, ou píxide o recipiente onde se guardam as hóstias.

Reinaldo Paes Barreto é consultor de vinhos e gastronomia

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