Por paulo.gomes
Rio - Beija-Flor de Nilópolis e a Imperatriz Leopoldinense inovaram na bateria com instrumentos atípicos nos desfiles de Carnaval. Violino, viola, tchello e contra-baixo fizeram parte da orquestra de cordas da Beija-Flor, que desfilou no domingo. Cerca de 15 ensaios misturando a bateria tradicional da escola de samba e a Orquestra Maré do Amanhã, que é composta apenas por jovens, reuniu 280 componentes que deram um show na passarela.
Violino, viola, tchello e contra-baixo fizeram parte da orquestra de cordas da Beija-FlorAlexandre Brum / Agência O Dia

Desde os primeiros contatos, em setembro de 2015, o maestro da orquestra, Carlos Prazeres, topou participar da bateria da Beija-Flor, como conta o maestro da bateria da escola, Felipe Kochem.

“Desde o início do ano, o nosso diretor de carnaval (Laíla) achava legal e quis colocar o violino. No início percebi que alguns integrantes estranharam, mas logo após o primeiro ensaio vimos que ia ser maravilhoso. Foi uma experiência maravilhosa e diferente para nós (bateria da Beija-Flor) e para os jovens da orquestra”, contou. Ele diz estar aberto para novos convites para inovar em 2017 e que já está pronto para retornar à Sapucaí no desfile das Campeãs, de acordo com o resultado de hoje na apuração.
Na Imperatriz, a sanfona foi o instrumento de inovação. Cris Viana brilhou à frente dos ritmistasAg. News


O músico Dudu Oliveira acompanhou as escolas e elogiou a criatividade em resgatar os instrumentos de raiz. “O acordeão foi usado no começo das rodas de samba com a flauta, o violão e o cavaquinho. É como se agora voltássemos às raízes.”

Na Imperatriz, a sanfona foi o instrumento de inovação. Tocada pela cantora paraibana Lucy Alves, a sanfona emocionou o público e os componentes da bateria. “O Zé Catimba também é paraibano. Ele me introduziu na escola. Uma vez comentou que sempre quis colocar a sanfona entre os instrumentos da bateria, já que é muito regional da Paraíba e música de raiz. Quando eu apresentei a gravação, ele disse que eu ia cantar também na Avenida o samba que ele compôs. Foi muita emoção”, disse a cantora.

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