Rio - O Império Serrano utilizou as redes sociais, nesta quarta-feira (26), para anunciar a saída do mestre de bateria Vitor Cezar, mais conhecido como Vitinho. Com um vídeo resgatando registros dos cinco anos de parceria, a agremiação se despediu e agradeceu todo o "respeito e amor".
fotogaleria
"O toque dos nossos agogôs hoje carrega um tom de despedida, mas também de gratidão. Desde 2020, mestre Vitinho esteve à frente da nossa amada bateria Sinfônica do Samba, conduzindo cada batida com paixão, respeito e amor pelo Império Serrano. Foram anos de entrega, dedicação e muito trabalho para manter viva a tradição que pulsa em cada um de nós", iniciou a agremiação na legenda da publicação.
Em seguida, destacou o carinho por Vitor. "Vitinho não é apenas um mestre de bateria, mas um filho do Império, criado no nosso chão, forjado na essência verde e branca. Cada compasso que ele regeu foi mais do que música; foi história, foi identidade, foi resistência. Hoje, não dizemos adeus, mas sim um até breve. Porque quem nasce imperiano, nunca se despede de verdade. Obrigado por tudo, mestre! Que seu caminho siga iluminado e que a batida do seu coração continue sendo sempre no compasso da Serrinha!", finalizou.
Vitinho narrou o vídeo se despedindo da agremiação. "Foram cinco anos de muito trabalho, realizações e principalmente de muito aprendizado. Obrigado a toda família que acreditou e me deu oportunidade de estar à frente da bateria [...] Obrigado por cada puxão de orelha, porque o Império Serrano não é somente uma escola de samba, é uma escola de vida. Hoje eu me despeço com sentimento de dever cumprido", falou.
Carnaval 2025 e incêndio
No Carnaval deste ano, a escola de samba levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "O que espanta miséria é festa", que homenageou Beto Sem Braço. No entanto, teve o seu trabalho impactado por um incêndio de grande proporção que consumiu 97% das fantasias no dia 12 de fevereiro, na fábrica Maximus Confecções, em Ramos, Zona Norte do Rio.
As chamas também comprometeram as fantasias da Unidos da Ponte e Unidos de Bangu. Com isso, as agremiações não foram julgadas e ficaram isentas de acesso ou rebaixamento em 2025.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.