Em ato nesta quinta-feira (22), as agremiações da Série Ouro cobram isonomia no Carnaval 2026 Divulgação/Liga RJ
Entre os principais pontos levantados estão:
- Impedimentos ao credenciamento de escolas, profissionais e equipes de apoio
- Restrições de acesso ao Sambódromo para dirigentes e sambistas, enquanto pessoas sem vínculo institucional recebem credenciais
- Denúncias públicas de perseguição, intimidação e retaliações institucionais, incluindo relatos feitos por dirigentes da escola Unidos do Porto da Pedra
- Tratamento desigual no uso do Sambódromo, com exploração comercial de camarotes, publicidade, patrocínios e ativações durante os dias da Série Ouro sem qualquer repasse financeiro às escolas responsáveis pelo espetáculo
- Exclusividade comercial considerada abusiva, como a imposição de uma única marca de cerveja e a prática de "venda casada" nos camarotes, o que impediria a livre concorrência e reduziria fontes de receita das agremiações
- Negativa injustificada de acesso a camarotes para algumas escolas, mesmo quando dispostas a arcar com os custos
- Falta de garantias para os ensaios técnicos, que teriam sofrido entraves e restrições, prejudicando a preparação das escolas e de suas comunidades
A Liga RJ também questiona cláusulas do contrato vigente entre a Riotur e a Liesa, apontando possível violação aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e isonomia. A entidade destaca ainda que o Sambódromo é um bem público municipal e não pode ser administrado como propriedade privada.
"Apesar da gravidade das denúncias, as escolas da Série Ouro ressaltam que o objetivo não é o confronto, mas a solução institucional dos problemas. A Liga afirma que espera uma atuação firme, imparcial e efetiva da Riotur, inclusive assumindo maior protagonismo na gestão do credenciamento, dos ensaios técnicos e do uso do Sambódromo nos dias da Série Ouro", diz um trecho da nota.
Liga RJ pede intervenção urgente da Riotur
Durante o ato, a direção da Liga deixou claro que, caso não haja resposta ou solução administrativa, as agremiações avaliam recorrer a outras esferas institucionais e jurídicas. Também não descartam a convocação de coletivas de imprensa e manifestações públicas pacíficas para dar transparência à situação.
"Confiamos na Riotur e acreditamos no diálogo. Nosso desejo é que o Carnaval 2026 seja organizado com justiça, equilíbrio e respeito às escolas da Série Ouro e às suas comunidades. No entanto, se for necessário, buscaremos outros caminhos para garantir nossos direitos e a dignidade do Carnaval", afirmou Hugo Junior, presidente da Liga RJ.

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