Daniela Mercury ajudou a defender o samba campeãDivulgação

Rio - A Estação Primeira de Mangueira definiu, na madrugada deste domingo (6), seu hino para o Carnaval 2027. Após uma final eletrizante com dois sambas, a escola consagragou a parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá, Rodrigo Bandolim e Orlando Ambrósio. O enredo do carnavalesco Sidnei França é "Oyá por Nós".

A noite contou com as presenças ilustres da cantora Daniela Mercury, que ajudou a defender a composição vencedora, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
No Instagram, Daniela celebrou: "Ganhamos a disputa pelo hino do carnaval da Mangueira de 2027! Estou emocionada. Agradeço a parceria e o convite de Lequinho, para ser a intérprete desse samba-enredo. E agradeço também a toda comunidade da Estação Primeira de Mangueira por ter abraçado essa música que nos levanta e dá poder. Que forte! Meu carnaval começou hoje. Oyá por Nós."
Rainha de bateria da agremiação, Evelyn Bastos sambou muito e foi ovacionada pelos torcedores da escola. As musas Nikolly Fernandes, Gi Fernandes e Jeniffer Dias também brilharam durante o evento, assim como os componentes da verde e rosa em um show realizado antes da definição do samba. 
Confira a letra do samba: 
Oyá tetê, oyá tetê, oyá 
Oyá Tetê oyá Mangueira yabá
Ê mamãe! Traz de novo teu axé
Relampejou pra vitória... motumbá lé
Quando toca o adaró
Somos tantas numa só
A nação evoca minha mãe Iansã
Vira tempo, tempestade
Pra varrer toda maldade, sob os raios da manhã
A Eparrey meu povo é trovoada
O tambor do recomeço quando vira a encruzilhada
Sou rebeldia de Oluafefé
Pele de búfalo no corpo de mulher
Afulelê adê ô, deixa incorporar
Olonifé de Ogum, forja pra lutar
Paixão que atiça, fogo de Akará
No coração de Xangô deixa ela girar
Iyá mesan orun... treme-terra
Desce o morro, sobe o run... É guerra
Bate o oguê que o sangue tem dendê
Tá pra nascer quem manda nela
Ela dança no ilê axé, dá caminho no axexê
Faz do seu furacão, balé, dona do ajerê
Meu ori, tua coragem, liberdade obirin
Porque não existe macho que levante a mão pra mim
É que eu sou preta macumbeira e de Oyá
Sou ventania que ninguém pode afrontar
Colo de Ketu, solo do gueto, força de orixá
Quem tem fé na quarta-feira sabe que eu não ando só
O Brasil da intolerância eu despacho no ebó
Nada fica no caminho, a rainha vai passar
Segura que o xirê vai começar
Oyá tetê, oyá tetê, oyá
Oyá Tetê oyá Mangueira yabá
Ê mamãe! Traz de novo teu axé
Relampejou pra vitória... motumbá lê