Roger Moreira usa redes sociais para atacar Wagner MouraReprodução / Instagram/Instagram

Rio - Vocalista da banda Ultraje a Rigor e integrante do programa “The Noite”, do SBT, Roger Moreira tem usado as redes sociais para frequentemente atacar e ofender o protagonista de “O Agente Secreto”, Wagner Moura. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, o músico critica, principalmente, o posicionamento político do ator.
Em seu perfil do X, antigo Twitter, Roger compartilhou um trecho de uma entrevista de Wagner, ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2021. No vídeo, o ator não quis comentar uma frase do então presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, que atacava o filme “Marighella”, dirigido por ele. Na época, Bolsonaro era o presidente do Brasil.

“Eu não vou comentar. Eu não tenho nenhum respeito por nenhuma declaração que venha de qualquer pessoa que faça parte desse governo, nem desse cara, aquele outro cara da Secretaria de Cultura. Não vou comentar, porque não respeito. A gente precisa escolher os combates que a gente tem que combater. Eu não posso comentar uma frase dessas. Eu não consigo responder”, disse o ator.

Nesta segunda-feira (5), Roger compartilhou o trecho e escreveu: “Que babaca”. Após a repercussão de sua publicação, o músico voltou a falar sobre a fala de Wagner. “Pois é. Não vai comentar porque ‘não respeita esse governo’. Ou porque não tem argumentos. Fica fácil assim. E quem ele respeita? Esses mequetrefes que sustentam sua arte com nosso dinheiro. E mora em Los Angeles”, atacou.
O ataque, no entanto, não foi o único. Frequentemente, Roger tem usado suas redes sociais para ofender e criticar o ator, que concorre à categoria de "Melhor Ator em Filme de Drama" no Globo de Ouro e pode entrar na corrida para o Oscar com a produção “O Agente Secreto”.

Nesta terça-feira (6), Roger compartilhou um trecho de uma entrevista de Wagner à revista americana “The Hollywood Reporter”, em que foi capa, onde diz ter sofrido censura no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro.

“O Brasil, de 2018 a 2022, passou por um momento muito ruim. E quem se posicionou contra o que estava acontecendo sofreu muitas consequências. Eu mesmo dirigi um filme sobre um cara que foi o líder da luta armada no Brasil, um filme chamado ‘Marighella’, que estreou em Berlin, em 2019, e foi censurado no Brasil. Não como na ditadura, mas em uma censura cínica. Você inviabiliza o filme de ser lançado”, disse Wagner.
“Tentou inviabilizar. Muito diferente de jornalistas exilados e presos. Isso é censura, chupeta”, ofendeu Roger depois de compartilhar o trecho. Depois, o músico compartilhou uma foto em que o ator usa um boné azul com a escrita “vai se f*der, Trump”, em inglês, e criticou o ator mais uma vez.
“Aposto que cada um desses hipócritas apoiaria se Trump tirasse Bolsonaro do Brasil para prendê-lo. Aliás, não foi o Trump, mas apoiaram quem o fez”, escreveu Roger em uma publicação. “Que bom ele estar num país livre. Imagine se estivesse na Venezuela com um boné ‘vai se f*der, Maduro’. Ou no Brasil, com um boné ‘vai se f*der, ——-’”, completou em outro post.