Carlinhos MaiaReprodução / Instagram

Rio - Carlinhos Maia, de 34 anos, reagiu à multa de R$ 1 milhão aplicada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade após a divulgação de um vídeo gravado em Fernando de Noronha. A autuação envolve imagens de aves marinhas alimentadas durante um passeio de barco.

Nas redes sociais, o influenciador classificou a penalidade como desproporcional. “Um dos maiores absurdos que já vi”, afirmou. Segundo ele, a situação ocorreu durante uma viagem realizada entre setembro e outubro de 2025.

Carlinhos destacou que não participou diretamente da ação registrada no vídeo. “O pessoal que estava comigo se empolgou e deu um pedaço de camarão a uma das aves. Eu apenas filmei”, disse. Ele também afirmou que removeu o conteúdo após receber orientação sobre a proibição de alimentar animais silvestres.

Ao comentar os valores das penalidades, o influenciador comparou sua multa com a de quem teria alimentado a ave. “A pessoa que alimentou a gaivota [foi processada em] R$ 5 mil. [Pra mim], R$ 1 milhão, porque filmei a gaivota”, declarou.
Ainda nas publicações, Carlinhos questionou o critério adotado pelo órgão ambiental. “Estou chocado. Nunca vi algo tão arbitrário, é desproporcional. Disseram que usei a imagem da ave comercialmente. Eu aceito a multa, mas uma multa justa”, afirmou.

O influenciador também sinalizou que pretende contestar a decisão na Justiça. “Se tivessem me pedido ajuda, eu teria contribuído. Isso tira a credibilidade do órgão. Eu entrei na Justiça, isso é abuso de poder”, completou.
Conforme apurado pelo colunista Daniel Nascimento, do DIA, a tentativa de anular a multa sofreu um revés inicial após a Justiça Federal de Pernambuco se declarar incompetente para julgar o caso e determinar a redistribuição do processo para uma vara especializada em demandas ligadas a Fernando de Noronha. Na prática, a decisão adia qualquer análise urgente sobre a penalidade, prolongando a incerteza em torno do desfecho da ação movida pelo influenciador.