Gabriela Duarte reage à repercussão de entrevista com Regina DuarteReprodução / Instagram
Na entrevista sobre o projeto, publicada na última sexta-feira (21), questões políticas também entraram na pauta. Um dos trechos que mais repercutiu nas redes sociais mostrou Regina, de 79 anos, ao recusar revelar em quem pretende votar.
Gabriela, de 52, afirmou que já esperava perguntas fora do universo artístico e reconheceu o papel do jornalista de abordar assuntos difíceis. Ainda assim, disse ter se incomodado com a forma como o tema foi conduzido. "Claro que nós sabíamos que outras questões poderiam surgir, o jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso. Mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação", declarou.
Para a atriz, o desconforto provocado durante a entrevista acabou por ganhar mais destaque do que o reencontro profissional entre ela e a mãe. "Quando o desconforto, ele se torna mais importante que a resposta e a busca parece ser por uma frase, corte, uma manchete, aí eu acho que vale a pena perguntar o que que está acontecendo com o jornalismo?", questionou. Segundo Gabriela, a conversa deveria ter como foco "cultura e esse reencontro", mas "acabou tendo o constrangimento como protagonista".
A artista também reforçou que considera legítimo o papel da imprensa de questionar, incomodar e apresentar contrapontos, mas avaliou que esse trabalho não deve comprometer a relação de confiança entre entrevistado e jornalista. "Insistir em política partidária em um caderno de cultura, quando a pauta deveria ser o teatro, a arte, a trajetória", afirmou.
Gabriela ainda criticou a forma como determinados trechos de entrevistas passam a circular de maneira isolada nas redes sociais. "Se o clique vale mais que o contexto, se a repercussão vale mais que a escuta e o conflito mais que a história", disse.
No fim do vídeo, a atriz voltou a destacar o novo projeto ao lado de Regina e afirmou acreditar no sucesso da peça. Ela também encerrou o posicionamento com um recado direcionado à cobertura jornalística. "Agora é importante lembrar a imprensa: ela não precisa ser protegida das críticas, mas sim do sensacionalismo", concluiu.

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