Mila Seidl com o marido, Lito Sousa Reprodução/Instagram

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, se manifestou sobre a petição criada para rebatizar o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com o nome do influenciador. O especialista em aviação morreu na quinta-feira (1°), aos 59 anos, em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara e de rápida progressão.
"Não sei o quanto essa ideia é viável, legalmente e burocraticamente... Mais do que ter uma rua com um nome dele, ter uma aeroporto, seria a melhor representação", escreveu nos Stories. 
O velório de Lito aconteceu na sexta-feira (2) nas instalações do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), no bairro de Santana, na capital paulista. A cerimônia não contou com a presença de Malone, de 7 anos, filho do casal. 
"Ele não quis, eu achei ótimo. Eu queria que ele preservasse uma outra imagem. Então, por isso, eu peço. A gente teve muito cuidado para que não tivesse fotos vazadas dele doente, já no finalzinho. E eu não queria que fosse dessa forma. Então, quem for, sem fotos", solicitou Mila. 
O especialista ganhou projeção na internet após a criação do canal "Aviões e Músicas", que acumula mais de 3,3 milhões de inscritos. O influenciador abordava temas relacionados ao universo da aviação como acidentes aéreos, turbulência, manutenção, procedimentos de segurança, funcionamento das aeronaves e fatores humanos.

Problema de saúde

Em agosto, o influenciador de 59 anos foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurológica rara e sem cura conhecida. O problema é provocado pelo acúmulo de uma proteína anormal, chamada príon, no cérebro. Lito chegou a receber um medicamento experimental desenvolvido para combater a condição.
A substância ALN-6457 chegou ao Brasil em 11 de setembro, depois que o influenciador obteve autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter acesso ao tratamento. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Lito foi a primeira pessoa a utilizar o medicamento, que até então havia sido testado somente em animais. Ele também enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial.