Thais Carla relembrou experiências de gordofobia e cobranças sobre o peso desde a infância ao falar sobre a decisão de passar pela cirurgia bariátricaReprodução / Instagram
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A pressão continuou quando ela passou a trabalhar com dança. "No mundo da dança, aí já pegavam mais pesado comigo. Quando às vezes eu subia num palco, me zoava. Só depois de eu dançar que as pessoas iam lá me abraçar, me beijar, falar que eu dançava muito."
Ela também falou sobre o impacto emocional das cobranças. "E aí você é a gorda que não faz as coisas. Então a gente sente as coisas, a gente fica triste. Tive que me... como é que se diz? Acalentar sozinha. E isso é até hoje", afirmou.
Thais ainda abordou a escolha de passar pelo procedimento e relacionou a própria trajetória à maternidade. "Eu decidi que eu vou fazer a bariátrica. Me diziam que eu nunca ia poder ser mãe. Eu não vejo a minha vida hoje em dia sem minhas filhas", disse.
A dançarina passou pela cirurgia em abril de 2025. Em julho deste ano, ela afirmou ter eliminado 108 kg, mas contou que ainda estava assimilando a mudança corporal. "Eu ainda não vejo que emagreci isso tudo. É um reconhecimento que a gente faz aos poucos. Então, estou me reconhecendo, sabe? Estou me entendendo, conversando comigo mesma, sempre", declarou.
Thais também já ressaltou que o procedimento não significou abandonar a defesa da aceitação corporal e do combate à gordofobia. "Pessoas gordas continuam merecendo respeito em qualquer lugar", afirmou ao fazer um balanço de um ano da cirurgia. Para ela, a principal mudança esteve ligada à qualidade de vida, com mais disposição, autonomia e energia no cotidiano e não puramente à estética.
*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Leticia Pessôa
