Maria Sônia Machado (E), de 75 anos, Dalva Barbosa, de 75, e Claudete de Azeredo (D), 87, mostram que idade não é limite quando o assunto é diversão entre os amigosRodrigo T. Ribeiro
Trio de vovós aprova primeiro dia de Rock in Rio
Dos 75 aos 87 anos, vovozinhas chegam à Cidade do Rock acompanhadas de familiares e amigas e dão exemplo de disposição
O Rock in Rio começou reunindo diferentes gerações e provando que não existe idade para viver a experiência de um dos maiores festivais de música do mundo. Entre os milhares de fãs que passaram pela Cidade do Rock, um trio de vovós chamou atenção pela disposição, alegria e vontade de aproveitar cada momento.
Acompanhadas por familiares e amigas, Maria Sônia Machado, Dalva Barbosa, de 75 anos, e Claudete de Azeredo, de 87 anos, mostraram que o espírito jovem não tem idade.
Para Maria Sônia, que estava pela primeira vez no Rock in Rio, música é item indispensável para uma boa experiência.
“Música não pode faltar”, afirmou.
E para quem ainda estivesse em dúvida sobre enfrentar a maratona do festival, ela deixou um convite direto: “Vem. Vai curtir muito”.
A ideia era aproveitar tudo o que fosse possível. “Vou ver tudo. Tudo que der”, contou, animada.
Dalva Barbosa, também de 75 anos, já tinha experiência com a Cidade do Rock. Esta foi sua segunda vez no festival. A primeira havia sido há cerca de oito anos.
Sem se preocupar em escolher apenas uma atração, ela resumiu o objetivo da nova visita: “O que der para aproveitar, nós vamos aproveitar”.
Desta vez, Dalva chegou de táxi e encarou mais uma jornada de música, encontros e diversão.
Aos 87, Claudete estreia no Rock in Rio
A mais velha do trio, Claudete de Azeredo, de 87 anos, estava vivendo sua primeira experiência no Rock in Rio.
E, se depender dela, a idade não é motivo para ficar de fora das experiências da vida. Questionada sobre o que gostaria de aproveitar no festival, a resposta foi simples: “Tudo”.
Claudete também deixou um recado para a juventude que estava na Cidade do Rock, lembrando que é preciso aproveitar as oportunidades e viver o presente.
“O dia de viver é hoje”, afirmou.
A presença das três mostra o caráter democrático do Rock in Rio, que reúne gerações diferentes em torno da música e transforma a Cidade do Rock em um grande ponto de encontro.
Capela dos Apaixonados: promessa de amor eterno diante de Elvis
E não foram apenas os shows que movimentaram o primeiro dia de festival. Entre as experiências oferecidas ao público, a Capela dos Apaixonados ganhou espaço entre os casais que queriam celebrar o amor e garantir uma dose extra de boas energias.
A tradição do espaço diz que quem jura amor diante do Elvis fica casado para o resto da vida. A capela se transforma, assim, em um símbolo de sorte, romance e, claro, muitas “good vibes”.
Foi justamente nesse clima que Rosemary Fabriz Alves, de 46 anos, e David Miranda Viana, de 37, viveram um momento especial durante a passagem pelo festival.
Moradores da Zona Norte do Rio, os dois chegaram ao Rock in Rio para aproveitar o evento e acabaram surpreendidos pela experiência na Capela dos Apaixonados.
Para Rosemary, a emoção daquele momento ficará para sempre na memória.
“Esse momento vai ficar na eternidade da nossa vida”, contou.
A experiência ganhou ainda mais significado por ter acontecido durante uma ocasião que, segundo ela, já era especial e havia sido recebida como um presente.
E para quem ainda está na dúvida se deve ou não ir ao Rock in Rio, Rosemary deixa o convite:
“Vem correndo que é inesquecível esse momento”.
Entre grandes shows, encontros entre gerações, novas experiências e histórias de amor, o primeiro dia do Rock in Rio mostrou que a Cidade do Rock vai muito além dos palcos.
Mas a festa continua: hoje é dia de Foo Fighters, que chega como headliner do Palco Mundo, prometendo comandar uma noite de muito rock e reunir milhares de fãs na Cidade do Rock. A expectativa é de mais música, emoção e momentos para ficar na memória do festival.
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