Djavan realiza três shows de turnê comemorativa no Rio de JaneiroIris Alves / Divulgação

Rio - Djavan desembarca no Rio de Janeiro neste fim de semana com a turnê "Djavanear 50 anos. Só Sucessos". O encontro do artista com o público carioca promete emocionar, já que ele tem uma relação afetiva com a Cidade Maravilhosa. Natural de Maceió, Alagoas, o cantor se mudou para a capital fluminense na década de 1970 com o desejo de viver da música. Embora tenha enfrentado dificuldades no início, se consolidou como uma das maiores vozes da MPB.
"O Rio é um lugar que me inspira, porque a beleza é explícita. Você não precisa buscá-la. É muito bom viver onde tudo é tão exuberante como é aqui. Então, esse encontro com o público carioca tem, sim, um gosto especial", comenta o artista.
Com ingressos esgotados, as apresentações estão marcadas para este sábado (1º) e domingo (2), além do dia 8 de agosto devido à grande procura, na Farmasi Arena, na Zona Sudoeste. O repertório do espetáculo, que já passou por arenas e estádios do país desde a estreia em maio, reúne cerca de 25 canções que atravessam a discografia do artista, como "Sina", "Oceano", "Flor de Lis", "Samurai", "Açaí", "Um Amor Puro" e "Eu Te Devoro".
Consagradas pelos fãs, as canções ganharam um novo significado para Djavan com o passar dos anos. "No palco, as músicas se transformam por causa da emoção e da participação do público. 'Flor de Lis', por exemplo, é uma música que eu não teria motivação para cantar sozinho em casa. Mas cantá-la para milhares de pessoas é uma maravilha. A música não perde a motivação porque o público não deixa. Aquilo se transforma", analisa o artista alagoano.
A conexão com a plateia faz, inclusive, com que a celebração dos 50 anos do artista se torne ainda mais especial. "O show não foi pensado para contar a minha trajetória de forma linear, cronológica, nem para contar a minha vida pessoal. Mas, quando estou no palco, existe a emoção do público e a participação dele, que me motivam muito. Em alguns momentos, é uma emoção coletiva tão grande que preciso manter o controle para não chorar", admite. 
No palco, Djavan, de 77 anos, canta, dança e entoa hits que marcaram gerações. Para manter a energia lá no alto durante o show, o artista cuida do "corpo e da mente". "Faço exercícios físicos, preparação vocal e procuro cuidar da voz, principalmente durante as gravações e as turnês. É preciso ter equilíbrio para fazer esse trabalho com a alegria com que ele precisa ser feito. O meu trabalho me faz feliz".
Ao olhar para o passado, o músico diz que seu 'eu' mais jovem ficaria surpreso com o atual momento da carreira. "Acho que ele jamais imaginaria que eu chegaria aonde cheguei. E ficaria muito feliz, sim. O lugar que ocupo hoje foi conquistado com muito sofrimento, mas também com força e determinação. E o que essa carreira me proporciona é felicidade."