Alexandre Borges revela que mãe frequentava cassinos clandestinosReprodução / TV Globo

Alexandre Borges, de 60 anos, revelou que a mãe, Rosa Linda Maria Borges, frequentava cassinos clandestinos e chegou a contrair dívidas com jogos de azar. O ator compartilhou a experiência no "Encontro", da TV Globo, nesta quinta-feira (29), ao falar de Ulisses, seu personagem na novela "Quem Ama Cuida", que enfrenta o vício em apostas.
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"A minha mãe ia para cassinos clandestinos e eu, às vezes, ia lá buscar ela. Preocupado, sem saber como era o lugar que ela ia", relatou o artista, que situou os episódios na década de 1990.

Segundo Alexandre, a mãe passou a procurar esses estabelecimentos depois da aposentadoria, como uma forma de ocupar o tempo livre. Ele contou que questionava o hábito, mas ouvia sempre a mesma justificativa.

"Ela falava: 'Filho, não tenho nada para fazer, o que eu vou fazer? Sou aposentada'. É um entretenimento", recordou.

Com o passar do tempo, porém, a situação deixou de ser apenas uma distração. O ator percebeu o sofrimento da mãe com as perdas financeiras e procurou ajudá-la, inclusive com o pagamento de contas.

"No começo, poderia ser uma diversão, mas eu senti que foi um problema para ela. A gente conversava, eu a apoiava, ia lá e pagava as continhas que ela deixava, aquelas coisas assim, mas sem criticar muito. Depois, ela conseguiu sair do sufoco", afirmou.

O artista também lembrou as tentativas da mãe de abandonar as apostas. "Ela perdia, ficava um mês na igreja, fazia promessa, dizia que nunca mais ia jogar e sofria com aquilo", disse.

Rosa Linda morreu em setembro de 2021, aos 83 anos. Ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e recebeu, posteriormente, o diagnóstico de Alzheimer. Alexandre levantou a possibilidade de que a tensão ligada às apostas tenha afetado sua saúde, mas não apresentou comprovação médica dessa relação.

Ao comentar a experiência familiar, o ator destacou que tentou acolher a mãe sem culpá-la. "Para ela, era uma maneira de sair de um tédio, e tinham muitos idosos", explicou.

Por fim, Alexandre comparou os cassinos da época com as plataformas digitais de hoje e alertou para o acesso facilitado aos jogos. "Hoje, no online, fica mais fácil, você está no seu quarto às vezes e fica ali diariamente apostando", observou.

"É muito importante a gente debater isso na sociedade, com especialistas, e entender o que a gente vai fazer a partir de agora, se vai realmente proibir, se não vai", concluiu.