Folia saudável e sustentável

Um guia de melhores práticas para uma comemoração sem dores de cabeça e ecologicamente correta.

Por Priscila Correia

Folia saudável e sustentável
Folia saudável e sustentável -

Folia consciente: em tempos de atenção máxima com o meio ambiente, é preciso repensar, inclusive, a maneira de proporcionar diversão para as crianças. Maquiagens e acessórios coloridos costumam fazer parte das fantasias, mas muitas são repletas de plásticos e agridem o planeta. Por isso, os pais devem apostar em maquiagens e bioglitters veganos e sem resíduos plásticos — como os comercializados pela [Re]pense —, que, além de menos tóxicos, estão em conformidade com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 na ONU, de conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos. Além disso, vale o investimento em canudos de inox e silicone, canecas e copos de fibra de coco e plástico reciclado e talheres de bambu para os pais levarem para alimentar e hidratar os pequenos durante os bailes e bloquinhos.

Festejando e ensinando: "ensinar a criança a respeitar o ambiente deve ser tarefa do cotidiano, dentro de casa, na rua, na escola". Quem diz isso é o educador Fabiano Oliveira, conhecido por levantar temas relacionados ao meio ambiente em suas aulas. "É preciso tornar cultura o hábito de respeitar o ambiente. E no Carnaval essa prática não só pode, como deve ser reforçada. Mesmo dentro de bloquinhos e bailes, a criança pode ser levada a pensar no meio em que vive", diz. Os pais podem estimular pequenas atitudes, como não jogar lixo nas ruas durante a comemoração; usar produtos que não prejudiquem o ambiente, como as espuminhas em spray; e fazer o próprio confete com papel reciclado ou folhas secas.

Cuidados com a pele: a alergista e imunologista Milena Pandolfi, membro da Doctoralia, explica que é preciso ficar atento ao uso de cosméticos e outros itens usados pelas crianças durante o Carnaval. "Todo e qualquer produto que passamos no corpo ou encosta na pele pode desencadear alergias. Ainda existe o fato de muitos blocos acontecerem ao ar livre, o que pode desencadear uma fotodermatose, que é uma reação pela ação do produto na pele em contato com o sol", esclarece, lembrando, também, que o sol misturado ao suor pode potencializar ainda mais a reação. "Mas para quem não abre mão desses acessórios durante a folia, uma dica é usar produtos reconhecidamente menos alergênicos, de marcas confiáveis, e testar em uma pequena parte do braço da criança alguns dias antes", complementa. Além disso, ela alerta que é preciso passar protetor solar a cada duas horas caso vá para ambiente externo ou com muita luz.

Barriguinha cheia: muitos pais preferem levar comidas já prontas de casa para os bloquinhos e bailinhos. Para evitar que os filhos comam industrializados ou petiscos na rua. A nutricionista Juliana Vieira sempre sugere que os responsáveis levem água tratada e filtrada, frutas secas (damasco, uva passa e ameixa), frutas desidratadas (banana, maçã, pera e melancia), mix de castanhas, além de barrinhas de cereal e de proteína. "Além disso, é importante que as crianças lavem as mãos antes de comer e utilizem o álcool em gel", conclui.

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