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A maioria dos pais, embora reticente sobre sair de casa, sabe que a saúde mental dos filhos está abalada. Afinal, se para adultos está difícil manter o isolamento, para os pequenos é ainda mais complicado. Para Patrícia, como muitas crianças estão com o emocional abalado, vale a pena investir nesses passeios ao ar livre. Já para outras que estão bem adaptadas - algumas têm quintal em casa ou uma área aberta -, a recomendação continua sendo, para quem puder, ficar em casa. Silvana Fahel, pediatra do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, destaca que todas as saídas desnecessárias devem ser evitadas. “Até um ano de idade, o mundo é a casa delas.
Então, elas toleram relativamente bem o isolamento. Para os maiores, se a família sentir que precisa diminuir o estresse, a recomendação é que procure espaços abertos sem aglomeração para atividades ao ar livre. Lembrando que máscaras só acima de dois anos”, diz.
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Soraya lembra também que é muito importante para crianças e adolescentes a prática de exercícios, o contato com a natureza, tomar sol e brincar. Todas essas medidas são importantes para a saúde física (efeitos positivos sobre o sistema imunológico), mental e emocional, aliviam o estresse e promovem alegria, tão essencial nesse momento de distanciamento social.
Desta forma, fazer passeios depois de tanto tempo trancado, desde que tomadas as medidas de isolamento social e de higiene, trazem grandes benefícios. Porém, a médica não indica que recém-nascidos saiam, mesmo fora do contexto de pandemia, porque eles têm o sistema imunológico pouco desenvolvido e correm mais risco de pegar uma infecção. “Então, sempre é recomendado que os pais evitem levar os recém-nascidos a aglomerações. Após os seis meses, já é possível levar a criança para andar de carrinho em um parque ou praça, desde que seja respeitado o distanciamento e evite-se aglomerações”, determina.
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Já para as crianças que querem sair, mas estão com medo, por já entenderem melhor o momento que estamos passando, é importante que os pais expliquem que os riscos existem, mas que todos os cuidados estão sendo tomados para minimizá-los. É preciso passar tranquilidade, conversar, dizer com verdade o que está acontecendo, tirar todas as dúvidas que as crianças possam ter sobre o coronavírus e enfatizar que, tomando todos os cuidados, o risco de contágio é baixo.