A repercussão em torno do corpo da atriz faz pensar sobre como ainda somos rápidas em julgar outras mulheresDilson Silva/AgNews

Olá, meninas!
Eu fico impressionada com a quantidade de opinião que as pessoas ainda acham que podem dar sobre o corpo de uma mulher. E o caso recente da Paolla Oliveira mostra isso mais uma vez.
A atriz apareceu jogando futevôlei, vivendo a vida dela, com o corpo real, como tantas de nós temos. E pronto: foi o suficiente para surgirem comentários sobre celulite, gordura, aparência e tudo aquilo que, sinceramente, não deveria interessar a ninguém.
E aí eu fico pensando: afinal, o que uma mulher precisa fazer para não ser criticada?
Se emagrece, dizem que está magra demais. Se engorda, está acima do peso. Se usa medicamento ou faz procedimento, criticam. Se assume o corpo natural, criticam também. Se malha muito, falam que está obcecada. Se não malha, dizem que está descuidada.
E não importa se ela tem 20, 40, 50 ou 60 anos. Parece que sempre existe alguém pronto para apontar alguma coisa.
Mas o que mais me chama atenção nessa história é outra coisa: muitas vezes, quem está fazendo esse julgamento também é mulher.
Por que será que a gente faz isso umas com as outras?
Eu mesma já senti esse tipo de olhar. Outro dia, entrei em um restaurante muito produzida, com um vestido bonito, cabelo arrumado, me sentindo linda. E percebi algumas mulheres em uma mesa olhando, sorrindo e comentando entre elas.
Talvez elas nem estivessem falando de mim. Mas sabe quando você sente aquele olhar atravessado? Aquele comportamento que faz outra mulher se sentir constrangida simplesmente por estar bonita, bem vestida ou chamando atenção?
Uma mulher mais jovem, que ainda está construindo sua autoestima, pode sentir aquilo e pensar: “Será que tem alguma coisa errada comigo?”
E não deveria.
A gente precisa parar de transformar a outra mulher em nossa concorrente. Precisamos parar de procurar defeito, comparar corpo, roupa, idade, cabelo, rosto, relacionamento, dinheiro, tudo.
Cada mulher tem sua história, suas escolhas e o direito de cuidar do próprio corpo como quiser.
E talvez essa seja a grande lição desse episódio da Paolla: não existe corpo que consiga escapar do julgamento quando as pessoas acreditam que têm o direito de opinar sobre ele.
Então, meninas, antes de olhar para outra mulher e procurar o que está errado, que tal olhar e pensar: “Que bom que ela está se sentindo bem”?
Parece simples. E talvez seja justamente isso que esteja faltando.
Mais mulheres levantando mulheres. Menos mulheres colocando outras mulheres para baixo.