Duque de Caxias ganha sistema inédito de saneamentoDivulgação/Assessoria de imprensa
O projeto também contempla a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Farias, 54 pontos de captação em tempo seco e onze estações de bombeamento que vão transportar o esgoto até a unidade de tratamento. A estrutura beneficiará cerca de 170 mil moradores dos bairros Parque Fluminense, Chácaras Arcampo, Pilar, Campos Elíseos, Jardim Nossa Senhora do Carmo, Cângulo, Jardim Primavera, Jardim Rosário e Saracuruna.
Para Samuel Augusto, diretor-executivo da Águas do Rio, a iniciativa vai representar uma transformação ambiental e social para Duque de Caxias.
"Cuidar do Rio Farias é cuidar das pessoas que vivem ao seu redor. Com menos esgoto nos rios e canais, a população ganha em saúde, qualidade de vida e valorização dos imóveis. A ampliação do saneamento contribui para prevenir doenças, reduzir odores e melhorar as condições ambientais", afirma.
Ana Carolina de Souza, educadora da Creche e Pré-Escola Susana Naspolini, em Campos Elíseos, Duque de Caxias, acompanha de perto os impactos da falta de saneamento na rotina escolar. A unidade fica próxima a um canal que já transbordou em períodos de alagamento, situação que aumenta a preocupação de profissionais e famílias com a saúde das crianças.
“Quando a falta de saneamento está tão próxima de uma escola, a preocupação é permanente. Temos um canal perto da unidade que já transbordou em períodos de chuvas intensas e já recebemos relatos de alunos com gastroenterite e problemas de pele. Estamos falando de crianças pequenas, que deveriam ter garantido um ambiente seguro para aprender e se desenvolver. Investir em saneamento é também investir na saúde dessas crianças, na tranquilidade das famílias e em melhores condições para toda a comunidade”, destaca Ana Carolina.
“Tatuzinhos” entram em ação na Baixada
A solução permite executar uma obra de grande porte preservando a rotina de quem vive e circula pela região. Com menos intervenções nas vias, a Águas do Rio consegue ampliar a infraestrutura de saneamento com mais agilidade e menor impacto no dia a dia da população.
Baía de Guanabara em plena recuperação
O primeiro Coletor em Tempo Seco da Baixada Fluminense entrou em operação em fevereiro de 2025, no município de Mesquita, com a capacidade para interceptar e encaminhar para tratamento mais de 15 milhões de litros de esgoto por dia. Antes da implantação, toda essa carga era despejada diretamente nos rios Dona Eugênia e Sarapuí.
Até 2033, a concessionária do grupo Aegea prevê um investimento de R$ 19 bilhões em saneamento nas 27 cidades do estado onde atua. Desse total, R$ 2,7 bilhões serão destinados à expansão dos coletores em tempo seco, capazes de impedir que cerca de 1,3 bilhão de litros de água contaminada com esgoto por dia cheguem à Baía de Guanabara. A expectativa é beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas e acelerar a recuperação ambiental desse importante ecossistema.

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