No domingo (4), milhões de eleitores do Rio de Janeiro irão às urnas para escolher os representantes que ocuparão duas das três cadeiras destinadas ao estado no Senado. Nas eleições 2026, cada unidade da Federação elegerá dois senadores.
Confira agora quem são os candidatos ao Senado pelo Rio de janeiro. A lista está em ordem alfabética, de acordo com o nome na urna.

Benedita da Silva (PT)

Primeira mulher negra eleita para o Senado no Brasil, Benedita da Silva, de 84 anos, tem mais de quatro décadas de atuação política. Nascida no Rio de Janeiro, cresceu na favela da Praia do Pinto, no Leblon, na Zona Sul da cidade. Atualmente, exerce o mandato de deputada federal e, nas Eleições 2026, concorre novamente a uma cadeira no Senado. Sua chapa tem Manoel Severino e Kleber Lucas, ambos do PT, como primeiro e segundo suplentes, respectivamente.

A trajetória política de Benedita começou nos movimentos comunitários e sociais, com atuação em defesa de melhorias para as comunidades do Rio. Também se aproximou do movimento negro e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, no início dos anos 1980.

Em 1982, foi eleita pela primeira vez para um cargo público, como vereadora do Rio de Janeiro. Na mesma década, formou-se em Serviço Social e Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Quatro anos depois, foi eleita deputada federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte como a única mulher negra entre os parlamentares constituintes. Durante os trabalhos que deram origem à Constituição de 1988, atuou em pautas relacionadas aos direitos das mulheres, da população negra, das trabalhadoras domésticas e das comunidades quilombolas.

Em 1994, Benedita foi eleita senadora pelo Rio de Janeiro, se tornando a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira no Senado. Permaneceu no cargo até 1998, quando deixou o Congresso para assumir a vice-governadoria do Rio de Janeiro. Em abril de 2002, assumiu o governo do estado após a renúncia de Anthony Garotinho, que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

A partir de 2011, Benedita voltou a exercer mandatos consecutivos como deputada federal. Durante a pandemia de Covid-19, foi uma das autoras da Lei Aldir Blanc, que destinou R$ 3 bilhões em recursos federais para ações emergenciais voltadas a trabalhadores, espaços e iniciativas do setor cultural afetados pela paralisação das atividades.

Benedita é casada com o ator Antônio Pitanga e é madrasta dos atores Camila Pitanga e Rocco Pitanga.

Carlos Portinho (PL)

Carlos Francisco Portinho (PL), de 53 anos, é natural do Rio de Janeiro e formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Antes de ingressar na política, atuou no setor privado nas áreas de Direito Desportivo, Tributário e Público. Também foi vice-presidente jurídico do Flamengo e trabalhou na defesa de outros clubes de futebol e atletas.

A trajetória política de Portinho começou antes de sua chegada ao Congresso Nacional. Em 2016, concorreu a uma vaga de vereador do Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Ele também ocupou cargos no Executivo municipal e estadual. Foi secretário municipal de Habitação do Rio durante a gestão de Eduardo Paes (PSD) e secretário estadual de Meio Ambiente no governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). Também atuou como assessor parlamentar do ex-deputado federal Índio da Costa (PSD-RJ).

Portinho chegou ao Senado em novembro de 2020, após a morte do então senador Arolde de Oliveira (PSD), vítima da Covid-19. Primeiro suplente da chapa, assumiu a cadeira deixada pelo titular e passou a exercer o mandato. No Senado, atuou em pautas relacionadas à segurança pública e foi relator do Marco Legal das Startups e da Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, exerceu a função de líder do governo no Senado. Após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a liderar o PL na Casa.

Nas Eleições 2026, Portinho concorre novamente ao Senado pelo Rio de Janeiro. Um dos suplentes de sua chapa é Samuel Malafaia (PL), irmão do pastor Silas Malafaia.

Carlos Jordy (PL)

Deputado federal em segundo mandato, Carlos Jordy (PL), de 44 anos, é natural de Niterói e formado em Turismo, com ênfase em Hotelaria, pela Universidade do Vale do Itajaí. Também possui especialização em Gestão Pública Municipal. Antes de ingressar na política, trabalhou nos setores privado e público.

Sua trajetória eleitoral começou em 2016, quando foi eleito vereador de Niterói. Dois anos depois, chegou à Câmara dos Deputados e, em 2022, foi reeleito para um segundo mandato como deputado federal.

Na Câmara, integrou comissões permanentes e temporárias e exerceu funções de liderança partidária e da oposição. Em 2024, deixou temporariamente o mandato para disputar a Prefeitura de Niterói. Chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Rodrigo Neves (PDT).

Nas Eleições 2026, Jordy concorre a uma das cadeiras do Rio de Janeiro no Senado. Lucimar Ferreira e Zé Augusto Nalin, ambos do PL, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Ó Clemente (Democrata)

Clemente Sebastião de Almeida Campos, conhecido como Ó Clemente (Democrata), de 78 anos, é servidor público aposentado e concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Natural de Itinga, em Minas Gerais, disputa uma cadeira na Casa pela primeira vez. Alberto Pró Vida-Betinho e Jorge Page, ambos do Democrata, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.
A relação de Ó Clemente com a política eleitoral começou antes da atual candidatura. Em 2004, disputou uma vaga de vereador e, em 2006, concorreu a deputado federal. Não foi eleito em nenhuma das duas ocasiões. Em 2026, volta às urnas para disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.
Nascido no Vale do Jequitinhonha, Ó Clemente se mudou para o Rio de Janeiro, onde construiu sua trajetória profissional no serviço público. Em seus canais de campanha, afirma ter dedicado mais de duas décadas à vida pública e se apresenta como alguém ligado às comunidades fluminenses.
Entre os temas apresentados por ele durante a campanha está a educação. Ó Clemente já declarou apoio ao modelo de escolas em tempo integral associado ao educador Darcy Ribeiro. Para as Eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 125,9 mil à Justiça Eleitoral.

Helio Secco (Missão)

Helio Kinast Cruz Secco (Missão), de 37 anos, é empresário, biólogo e consultor ambiental. Natural de Petrópolis, na Região Serrana, concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Moisés Queiroz e Ramon Batista, ambos do Missão, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Formado em Biologia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Helio possui mestrado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e formação em Gestão Pública pelo Senac. Segundo seu perfil profissional, atua há mais de uma década como consultor ambiental em projetos ligados à infraestrutura logística.

A primeira experiência de Helio em uma disputa eleitoral ocorreu em 2022, quando foi candidato a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa encabeçada por Paulo Ganime, então filiado ao Novo. A chapa não foi eleita. Em 2026, Helio disputa pela primeira vez uma vaga no Senado.

O candidato apresenta a trajetória política como uma combinação de experiência técnica, atuação profissional e participação na administração pública. Nas Eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 385,1 mil à Justiça Eleitoral.

Luciano Mattos (PRTB)

Luciano Oliveira Mattos de Souza (PRTB), de 57 anos, é advogado e promotor de Justiça aposentado. Natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, concorre pela primeira vez a um cargo eletivo nas Eleições 2026. Murilo Romero e Ricardo Fernandes, ambos do PRTB, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

A trajetória profissional de Mattos foi construída no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), onde ingressou como promotor de Justiça. Ao longo da carreira, também presidiu a Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por três mandatos e atuou na Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público.

Entre 2021 e 2024, comandou o MPRJ como procurador-geral de Justiça. Após deixar o Ministério Público, passou a atuar na política partidária e assumiu a presidência estadual do PRTB. Em 2026, teve sua candidatura ao Senado oficializada pelo partido.

Na campanha ao Senado, Mattos tem concentrado sua atuação pública em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado. Entre as propostas apresentadas por ele estão a criação de um novo modelo de ocupação de territórios, chamado de "Unidade de Política Pacificadora", além de mudanças no sistema penitenciário e uso de câmeras corporais por policiais.

Luiz Eugênio (PCO)

Luiz Eugenio Honorato (PCO), de 65 anos, é metalúrgico aposentado e concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Natural de Vassouras, no Sul Fluminense, construiu sua trajetória profissional na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda. Antonio de Paula e Guilherme dos Santos, ambos do PCO, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Luiz Eugenio atuou no movimento sindical da categoria metalúrgica e, segundo informações divulgadas pelo PCO, participou de mobilizações contra a privatização da CSN. Também é descrito pelo partido como anistiado político e integrante da corrente sindical Luta Metalúrgica, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A participação de Luiz Eugenio em eleições não é recente. Em 2018 e 2022, foi candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PCO. Em 2020, disputou a Prefeitura de Volta Redonda. Em nenhuma das três eleições foi eleito. Em 2026, concorre pela primeira vez ao Senado.

No registro eleitoral de 2026, Luiz Eugenio declarou ensino fundamental completo e a ocupação de aposentado. A situação de sua candidatura consta atualmente como indeferida em prazo recursal ou com recurso na ficha eleitoral consultada.

Paula Falcão (PSTU)

Paula Andreia Almeida Falcão (PSTU), de 36 anos, é professora de educação física e concorre pela primeira vez ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Natural de Goiânia (GO), é formada pela Universidade Federal de Goiás e também atua como atleta. Florinda Lombardi e Carlão Silveira, ambos do PSTU, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

A trajetória política de Paula ganhou espaço no movimento estudantil. Ela representou a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) e, posteriormente, passou a integrar a direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ).

Em 2024, Paula concorreu ao cargo de vice-prefeita do Rio de Janeiro pelo PSTU, em uma chapa encabeçada por Cyro Garcia. A candidatura não foi eleita. Em 2026, disputa pela primeira vez uma vaga no Senado.

Na área profissional, Paula tem atuação relacionada à educação física, esporte e lazer. Segundo informações divulgadas por ela, defende a ampliação do acesso da população a essas áreas. Para a atual disputa, declarou patrimônio de R$ 38,2 mil à Justiça Eleitoral.

Pedro Paulo (PSD)

Pedro Paulo Carvalho Teixeira, de 54 anos, é deputado federal e concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Sua chapa tem o deputado federal Miro Teixeira (PDT) e o empresário Sávio Neves (PSDB) como primeiro e segundo suplentes, respectivamente.
Nascido em 29 de junho de 1972, no Rio de Janeiro, Pedro Paulo é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também cursou MBA em Análise de Conjuntura Econômica. Ele ainda possui mestrado em Economia Regional pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sua trajetória política começou em 2007, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro, cargo que exerceu até 2010. Em 2011, chegou à Câmara dos Deputados e, desde então, conquistou quatro mandatos consecutivos.

Pedro Paulo também acumula passagens pela administração municipal do Rio. Foi secretário municipal de Meio Ambiente em 2002 e, durante a gestão de Eduardo Paes, ocupou a chefia da Casa Civil, em 2009. Entre 2015 e 2016, comandou a Secretaria Executiva de Coordenação de Governo.

Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio pelo então PMDB, com o apoio de Eduardo Paes. Terminou o primeiro turno em terceiro lugar e ficou fora do segundo turno, disputado por Marcelo Crivella (Republicanos) e Marcelo Freixo (PSOL).

Em 2024, Pedro Paulo desistiu de integrar como vice a chapa de Eduardo Paes na disputa pela Prefeitura do Rio. Na época, afirmou que tomou a decisão para preservar a família e o prefeito diante da possibilidade de divulgação de um suposto vídeo íntimo pela oposição.

Na atual legislatura, Pedro Paulo exerce a vice-liderança do governo na Câmara dos Deputados e integra as comissões de Finanças e Tributação e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Em 2025, coordenou o grupo de trabalho criado para elaborar uma proposta de reforma administrativa.

Monica Benicio (PSOL)

Monica Benicio (PSOL), de 40 anos, é natural do Rio de Janeiro e nasceu no Complexo da Maré, na Zona Norte. Vereadora da capital fluminense em segundo mandato, concorre nas Eleições 2026 a uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro. Vanderlea Aguiar e Maria dos Camelôs, ambas do PSOL, são as primeira e segunda suplentes de sua chapa, respectivamente.
Arquiteta e urbanista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Monica tem atuação política voltada a temas como moradia, planejamento urbano, direitos humanos e direitos da população LGBTQIA+.

Sua trajetória política ganhou projeção após o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, com quem Monica mantinha um relacionamento. Desde então, passou a participar de movimentos e iniciativas pela defesa dos direitos humanos e por justiça e esclarecimento do crime.

Marcelo Crivella (Republicanos)

Marcelo Crivella (Republicanos), de 69 anos, é deputado federal pelo Rio de Janeiro e concorre pela terceira vez ao Senado pelo estado. Ele já ocupou uma cadeira na Casa por dois mandatos: foi eleito em 2002 e reeleito em 2010. Em 2017, licenciou-se do Senado para assumir a Prefeitura do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até 2020.

Nascido no Rio de Janeiro, Crivella é engenheiro civil formado pela Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Piraí, atual Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), e possui pós-graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Pretória, na África do Sul. Também é oficial da reserva do Exército e atuou como missionário na África por cerca de dez anos.

Sua trajetória política começou em 2002, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. Desde então, também ocupou os cargos de ministro da Pesca e Aquicultura, durante o governo de Dilma Rousseff, e de prefeito do Rio de Janeiro, entre 2017 e 2020.

A entrada de Crivella na política ocorreu com o apoio da base de fiéis e da estrutura de comunicação da Igreja Universal do Reino de Deus. Ele é sobrinho de Edir Macedo, fundador da Universal e proprietário do Grupo Record e da Record TV.

Durante sua atuação no Congresso Nacional, apresentou cerca de 400 proposições. Entre as medidas aprovadas está a Emenda Constitucional nº 116, promulgada em 2022, que estabeleceu a não incidência do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) sobre templos de qualquer culto, inclusive quando as entidades religiosas são apenas locatárias dos imóveis.

Marcos Dias (Pode)

Marcos Dias Pereira (Podemos), de 54 anos, é vereador do Rio de Janeiro e concorre nas Eleições 2026 a uma das duas vagas do estado no Senado. Empresário, consultor de negócios e pastor, é natural da capital fluminense e nasceu em Guadalupe, na Zona Norte. Elaine Diniz e Rafael Jj, ambos do Podemos, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Marcos Dias foi eleito vereador do Rio pela primeira vez em 2024. Antes de chegar à Câmara Municipal, acumulou experiências na administração pública e no setor privado. Segundo informações divulgadas pelo próprio candidato, exerceu funções como chefe de gabinete e secretário municipal e estadual, além de ter atuado como suplente de deputado estadual. Em 2023, assumiu a presidência municipal do Podemos no Rio de Janeiro e passou a integrar o diretório nacional da legenda.

Nascido e criado na Zona Norte, Marcos afirma ter iniciado a vida profissional aos 17 anos, após passar parte da adolescência em Angra dos Reis. Possui formações em Engenharia, Administração e Teologia e atua também como empresário e consultor de negócios. Na área religiosa, é pastor auxiliar na Catedral das Assembleias de Deus de Santa Cruz (CADESC).

Na Câmara Municipal, exerce o primeiro mandato e preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. De acordo com o perfil oficial do Senado, sua ocupação declarada é de empresário e pastor. Para as Eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 1,025 milhão à Justiça Eleitoral.

Michelly Xavier (UP)

Michelly Xavier de Souza (UP), de 46 anos, é advogada e concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Natural da capital fluminense, foi criada na Vila Operária, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e atualmente mora em Xerém. Roberto Vasconcellos e Marcos Vilela, ambos da UP, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Esta é a segunda participação de Michelly em uma eleição. Em 2020, foi candidata a vice-prefeita de Duque de Caxias pelo PSOL, na chapa encabeçada por Ivanete Silva. A candidatura recebeu 17.251 votos, correspondentes a 4,27% dos votos válidos, e terminou a disputa em quinto lugar.

Depois, Michelly passou a integrar a Unidade Popular. Na campanha de 2026, apresenta como temas de atuação os direitos das mulheres, a moradia e a defesa do meio ambiente. A candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral.

Formada em Direito, Michelly declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 33 mil nas Eleições 2026.

Vinicius Benevides (UP)

Vinicius Benevides dos Santos Conceição (UP), de 48 anos, é trabalhador da construção civil e candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. Carioca e morador da Zona Oeste, também trabalha como camelô e se declara pai atípico. Gabriela Gonçalves e George Thompson, ambos da UP, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

A trajetória eleitoral de Vinicius começou em 2020, quando concorreu a uma vaga de vereador do Rio de Janeiro pela Unidade Popular, mas não foi eleito. Em 2024, voltou a disputar uma eleição, desta vez como candidato a vice-prefeito do Rio na chapa da UP. A candidatura também não foi eleita.

Além da atividade como camelô, Vinicius trabalha na construção civil e tem o ensino médio completo. No registro apresentado à Justiça Eleitoral em 2026, declarou a ocupação de trabalhador da construção civil e não informou patrimônio.

Na campanha ao Senado, Vinicius tem defendido pautas relacionadas ao trabalho e aos direitos trabalhistas. Entre as propostas apresentadas por ele estão o fim da pejotização e da informalidade, o aumento dos recursos destinados à educação pública e a regularização de trabalhadores informais.

Waguinho (Republicanos)

Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho, de 54 anos, é ex-prefeito de Belford Roxo e concorre nas Eleições 2026 a uma das duas vagas do Rio de Janeiro no Senado. André R. R. Soares e Dra. Renata, ambos do mesmo partido, são os primeiro e segundo suplentes de sua chapa, respectivamente.

Nascido em 29 de outubro de 1971, no Rio de Janeiro, Waguinho construiu sua trajetória política em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Sua primeira disputa eleitoral ocorreu em 2008, quando foi eleito vereador do município pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro.

Em 2010, deixou a Câmara Municipal para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Dois anos depois, disputou pela primeira vez a Prefeitura de Belford Roxo, mas perdeu o segundo turno para Dennis Dauttmam (PCdoB).

Waguinho permaneceu na Alerj e foi reeleito deputado estadual em 2014, então pelo PMDB. Em 2016, voltou a concorrer à Prefeitura de Belford Roxo e foi eleito. Em 2020, conquistou a reeleição e permaneceu no cargo até dezembro de 2024.

Waguinho é casado com a deputada federal Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ), que comandou o Ministério do Turismo durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).