Rogério Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro deseja participar de debates com LulaSaulo Cruz / Agência Senado
"Esse período que antecede o início da campanha vai ser justamente utilizado para isso, para conversar com os nossos aliados e com aqueles que estão vindo, e todos são bem-vindos, todos aqueles que acreditam que é importante derrotarmos o PT", declarou a jornalistas em Brasília.
Segundo ele, a campanha está em contato com partidos que não estiveram formalmente ao lado de Flávio na primeira etapa da disputa, entre eles PP, União Brasil, Republicanos e Podemos. A expectativa é concluir as principais tratativas até quinta-feira (8), e os apoios serão anunciados à medida que forem formalizados.
Flávio e aliados vão nesta terça-feira (6) a Goiás para conversar com o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) e seu grupo político. A campanha também prevê reuniões com o partido Novo e com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Também foi contatado Augusto Cury (Avante). Marinho evitou responder se a campanha procurou Renan Santos (Missão), que já anunciou que não apoiará Flávio.
Marinho afirmou que a procura se deve à necessidade de atrair eleitores que não votaram em Flávio. "Sabemos que não há nada ganho ainda. Estamos confiantes, como estávamos no 1º turno, mas entendendo que é necessário agora atrair aqueles que não votaram em nós no primeiro turno", disse.
O senador afirmou também que Flávio deve receber nos próximos dias uma delegação de parlamentares ligados ao agronegócio.
A estratégia de alianças ocorre paralelamente à preparação da agenda de rua do 2º turno, que deve começar na sexta-feira (9), inicialmente com atividades em São Paulo.
Rogério Marinho ainda comentou o crescimento da bancada do PL e atribuiu isso, em parte, à insatisfação da população com o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, integrantes da Corte "se colocaram no centro do palco político": "O que aconteceu no Brasil tem a ver com uma resposta da sociedade, que está cansada com esse tipo de interferência, de hipertrofia de um Poder sobre os demais Poderes da República ... É uma discussão que está cada vez mais presente no Brasil", declarou.
Presidência do Senado
O PL foi o partido mais vitorioso nas urnas neste domingo (4) tendo eleito 19 senadores. Com o resultado a legenda terá 28 parlamentares na próxima legislatura, perto do número mágico de 41 votos para eleger o presidente da Casa. Marinho, que disputou o cargo em 2023, mas perdeu para Rodrigo Pacheco, é um dos cotados à disputa que acontece em fevereiro de 2027.
"Isso é um assunto para a gente debater após o segundo turno. É evidente que, pelo tamanho da bancada do PL no Senado, do PL na Câmara, uma das duas casas naturalmente vai ter a aspiração do partido de presidi-las. Agora, esse é um processo em que há uma necessidade de uma convergência, de uma transigência, de uma negociação com outros partidos. Porque o PL, por maior que seja a bancada, sozinho não vai eleger ninguém", declarou o senador.
Uma das que também tem pretensão de se lançar candidata na disputa é a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Marinho afirmou que a intenção da colega é "extremamente respeitável" e disse que eles buscarão convergir.
"A Tereza Cristina é uma extraordinária parlamentar, é uma parceira de longa data, foi deputada federal comigo, é minha amiga particular, é uma pessoa extremamente qualificada e tem todo o direito de pleitear, como qualquer outro senador da República. Agora a gente vai sentar e não há confusão entre nós. Vai haver convergência, não tenho dúvida nenhuma", avaliou.
Debates
"Ele quer debater com o presidente Lula. Ele deve apenas estabelecer quais os embates que serão feitos, já que há quatro ou cinco convites diferentes e são três semanas apenas", declarou Marinho a jornalistas, em Brasília.
Segundo Marinho, a presença de Flávio nos programas deverá ser divulgada nos próximos dias. "Até quarta-feira, iremos divulgar. Espero que haja também, nesse caso, um compromisso da campanha adversária para que esse debate, de fato, aconteça", continuou.
Marinho disse que a intenção é usar os debates para comparar propostas e modelos de gestão. "Queremos fazer um debate de propostas, queremos fazer um debate em que os modelos de gestão sejam comparados e que o governo que está no exercício do seu mandato possa prestar contas à sociedade", falou.
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