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Final de ano não é positivo para o Brasil

Por pedro.logato

Rio - A seis meses da Copa, o futebol brasileiro não poderia ter recebido um sinal mais evidente de que não existe mais vitória fácil ou campeão por antecipação. O Atlético-MG, considerado um dos nossos times mais fortes (mesmo que já não conte mais com Bernard), confiou demais no seu talento e experiência e, apesar dos avisos, não se preparou bem para a garra, a velocidade e o jogo de contra-ataque dos marroquinos, que foram mais objetivos, focados e perigosos e só acabaram tomando um susto pelo momento mágico e solitário de Ronaldinho Gaúcho na bela cobrança de falta.

O Galo foi lento e previsível, Ronaldinho jogou muito pouco e Fernandinho foi dispersivo em sua correria. A defesa mostrou-se fraca e desatenta, com Réver pesado demais e pontos frágeis evidentes em Marcos Rocha e Josué. Uma bela e justa vitória do Raja — a terceira na competição. O futebol brasileiro é bom, mas a diferença para muitos é pequena e a Seleção, por exemplo, que não se fie tanto na torcida. Uma lição para ser bem aprendida e um exemplo do jogo veloz e solidário do humilde futebol da África do Norte.

Atlético-MG foi derrotado e está fora da final do Mundial de ClubesEfe

PEGOU FORTE

O pessoal do Bom Senso mandou carta agressiva a Marin, embora só relacionando verdades passadas e atuais. Mas é melhor deixar essas reprimendas para a mídia e dialogar com objetividade na busca de soluções. Abrir os trabalhos com Marin já falando de ditadura, alienação, politicagem e má-fé pode dificultar muito ou até inviabilizar o diálogo. A não ser que o Bom Senso não acredite em mudança agora e só com gente nova na CBF, o que é bem possível.

SEM CULPA

Boa parte da torcida do Fluminense vibrou com a volta à Série A como forma de desabafo diante do que considera má vontade geral contra o clube presidido por Peter Siemsen, por conta de episódios anteriores ou por simples rivalidade. Isso até interfere, mas é claro que, no caso atual, o Flu nada fez para virar a mesa. Talvez tenha colhido o bônus de ser um time com prestígio político. Mas a instituição é sagrada, tradicional e merece o crédito e a simpatia de todos. Sem ressalvas.

O CURINGA

Todos esperavam que Rodrigo Caetano fosse um fator de equilíbrio no Fluminense, que precisava muito dessa mediação não apenas na relação com os jogadores, mas também para a questão mal definida de poder entre clube e patrocinadora. Rodrigo até que começou bem, mas os acontecimentos foram mais fortes e o atropelaram. A tarefa de Felipe Ximenes, agora em seu lugar, não será fácil, mas ele já tem experiência no clube e talvez entre em contexto mais suave.

ABANDONO

Tem sido claro no curso desse processo no tapetão que desclassificou a Portuguesa a falta de estrutura da Lusa não apenas na sua administração, mas também a fragilidade externa. O atual presidente Manuel da Lupa vem recebendo muitas críticas por trabalho fraco e a sua equipe no comando do futebol mostrou espantosa incompetência. A própria defesa no tribunal foi pífia. Os outros clubes de São Paulo também se omitiram e a velha Lusa ficou no sereno. Uma tristeza.

BOAS LEMBRANÇAS DE FABIANA E ZARIF

Zanetti poderia ser o rei da noite, mas o júri popular do prêmio do COB para os melhores atletas do ano acabou se decidindo por velejador que vem brilhando nas competições internacionais, resgatando o prestígio do iatismo. Zarif mereceu o prêmio, assim como Fabiana Okimoto, essa superatleta que atravessa maratonas com facilidade, talento e bravura. O nosso esporte vive desses herois.

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