Corinthians foi campeão da Supercopa sobre o FlamengoSergio Lima/AFP
Théo Dias, assessor da PGFN, especificou os termos do acordo e falou sobre concessões que as duas partes precisaram aceitar em entrevista ao News Manhã.
"A transação tributária se baseia no consenso entre as partes, com concessões e compromissos mútuos. No caso do Corinthians, a Fazenda concedeu um desconto expressivo e o prazo de 120 meses para pagamento. O clube, por sua vez, abriu mão de disputas judiciais sobre a dívida e apresentou garantias, que poderão ser acionadas apenas em caso de inadimplemento - algo que não se espera. É uma pacificação do conflito entre a União e o clube, possível graças às concessões recíprocas incluídas no acordo firmado na semana passada", disse.
No caso do FGTS, o clube paulista optou pela modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal, que concede desconto de pouco mais de 30% e permite pagamento em 60 parcelas. Já para os créditos de contribuição social previstos na LC110/2001, o pagamento será à vista, com desconto de 70%.
Garantias
Ainda segundo a reportagem do SBT News, o Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões, também foi incluído como garantia. A negociação tem ainda um outro ponto importante neste acordo. O clube tem de manter a regularidade fiscal no futuro, garantindo o pagamento correto dos tributos em dia. A PGFN vai fiscalizar o cumprimento dos termos da transação.
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