Pep Guardiola é treinador do Manchester CityPatrícia de Melo Moreira / AFP
"Por que eu não posso expressar o que sinto? Só porque sou treinador? Não concordo, mas respeito todas as opiniões", declarou Guardiola em entrevista coletiva.
Na terça-feira (3), Guardiola havia expressado sua indignação com as "milhares de pessoas inocentes" assassinadas pela guerra, citando "o genocídio na Palestina, o que acontece na Ucrânia, o que acontece na Rússia, o que acontece em todo o mundo, no Sudão, em toda parte".
Na semana passada, Guardiola viajou a Barcelona para fazer um discurso em apoio às crianças palestinas.
Essas manifestações, raras no mundo do futebol, renderam inúmeros elogios ao espanhol, mas também críticas, especialmente do Conselho Representativo Judaico da Grande Manchester.
"Pep Guardiola é um técnico de futebol. Embora suas reflexões humanitárias tenham boas intenções, ele deveria se concentrar no futebol", escreveu a instituição na rede social X, dizendo temer que tais declarações incentivem atos antissemitas.
O Conselho Representativo também criticou Guardiola pela falta de apoio público após o ataque terrorista de outubro de 2025 à sinagoga de Heaton Park, em Manchester, no qual dois fiéis foram mortos.

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