Outdoor em Dacar, capital do Senegal, parabenizando o time pela conquista da Copa AfricanaNicolas Remene / AFP
A CAF anunciou na terça-feira à noite a decisão de "declarar a seleção do Senegal excluída durante a final", vencida na prorrogação pelos "Leões de Teranga" por 1 a 0, embora o resultado oficial agora seja de 3 a 0 para a seleção marroquina.
"O Senegal rejeita inequivocamente esta tentativa injustificada de desapropriação", afirmou em comunicado Marie Rose Khady Fatou Faye, porta-voz do governo, denunciando uma decisão "de gravidade excepcional" e "grosseiramente ilegal".
O país "solicita a abertura de uma investigação internacional independente sobre suspeitas de corrupção nos órgãos dirigentes da CAF", continua a nota.
Na final disputada em 18 de janeiro, após um pênalti marcado para o Marrocos nos acréscimos do segundo tempo, logo depois de um gol do Senegal ter sido anulado, alguns jogadores senegaleses deixaram brevemente o campo, enquanto torcedores revoltados tentaram invadir o gramado e atiraram objetos.
Depois de 15 minutos de confusão, os jogadores senegaleses retornaram e, em meio ao caos que se estendeu às arquibancadas, o atacante marroquino Brahim Díaz desperdiçou a cobrança tentando uma 'cavadinha'. Na prorrogação, o Senegal venceu graças a um gol de Pape Gueye.
A CAF justificou sua decisão com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da CAN, que estabelecem que, se uma equipe "se recusar a jogar ou abandonar o campo antes do apito final, será considerada perdedora e eliminada definitivamente da competição".
A federação senegalesa denunciou uma "decisão sem precedentes e inaceitável, que desacredita o futebol africano", e informou que irá recorrer "no prazo mais breve possível" à Corte Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão que retirou o título do país.

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