Matheus Cunha em ação no duelo entre Cruzeiro e Barcelona de Guayaquil, no EquadorGustavo Aleixo / Cruzeiro
Sem entrar em confronto direto, Matheus Cunha preferiu adotar um tom sereno e destacou que a situação está sendo conduzida internamente pela diretoria celeste.
"Isso daí está com a diretoria, a diretoria vai tomar a decisão. Eu tenhos meu princípios, meu caráter, mantenho o mesmo. Sou uma pessoa honesta, continuo trabalhando da mesma forma, independentemente do que vem de fora para dentro. O trabalho responde", disse o goleiro, em entrevista à 'ESPN'.
Entenda o que houve
A mensagem acabou chegando à diretoria, que decidiu agir rapidamente. O volante foi retirado da delegação que viajaria para a estreia na Libertadores e retornou a Belo Horizonte. O clube classificou o comportamento como indisciplina, citando "desrespeito a um companheiro e descumprimento de normas internas".
Segundo relatos, o alvo das críticas teria sido o próprio Matheus Cunha, chamado de "braço curto". Apesar de haver versões de que o comentário foi feito em tom de brincadeira, o conteúdo não foi bem recebido.
Walace não embarcou com o grupo para Guayaquil, onde o Cruzeiro estreou na Libertadores diante do Barcelona. Em seu lugar, o meia Japa foi incluído na delegação e chegou à cidade equatoriana durante a madrugada.
Mesmo sem uma multa imediata, o volante ainda deve prestar esclarecimentos à diretoria. Internamente, a situação também levanta dúvidas sobre a permanência do jogador no clube. Ele tem proposta do Vasco e vem sendo pouco utilizado, o que pode acelerar uma eventual saída.
Além disso, Walace carrega desgaste com a torcida desde a temporada passada, especialmente após perder o pênalti decisivo na semifinal da Copa do Brasil de 2025 contra o Corinthians.
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