Neo Química Arena, estádio do CorinthiansAlexandre Kocinas/Corinthians
A ação também prevê a ampliação de pontos de informação dentro da arena, com QR codes espalhados pelo estádio para orientar torcedores sobre como registrar e denunciar episódios de discriminação.
Para Bruno Brum, CMO da End to End, agência parceira do projeto, a iniciativa busca provocar reflexão para além do ambiente esportivo. "Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa e agir para que o respeito não seja exceção, mas regra. Esse posicionamento do Corinthians ultrapassa o futebol e dialoga com toda a sociedade."
RACISMO NO CLÁSSICO
O caso de racismo envolvendo o goleiro Carlos Miguel ocorreu no dia 22 de abril, durante o empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A partida também ficou marcada por uma confusão generalizada na área de acesso aos vestiários após o apito final.
Na ocasião, o Palmeiras se manifestou por meio de nota oficial, repudiando o episódio. "Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas", informou o clube.
O Corinthians também se posicionou, manifestando solidariedade ao goleiro e reiterando que repudia qualquer ato de racismo ou discriminação. Carlos Miguel defendeu o clube alvinegro entre 2021 e 2024.
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