Bruno Nazário comemora gol pelo Henan FC, da ChinaReprodução / CSL
"Minha adaptação ao futebol chinês e ao clube foi muito positiva desde o começo. Claro que a diferença cultural, idioma, do próprio futebol, existem, mas eu recebi todo o suporte dos profissionais do clube e isso facilitou bastante. Dentro de campo também foi muito positivo. Desde o começo meus companheiros e a comissão técnica tinham muita confiança em mim e pude ajudar o time com gols e assistências", disse.
"Existem diferenças sobre intensidade física e dinâmicas de jogo, aqui o calendário é mais espaçado e isso é muito importante para a nossa recuperação e pro nosso desempenho nos jogos. Mas, assim como em outros países, aqui também tem muitos brasileiros e outros estrangeiros jogando, e isso ajuda a elevar o nível da competição. O campeonato é bastante disputado", completou.
"Só tenho que agradecer toda a confiança que o clube e os meus companheiros têm em mim e isso faz com que eu consiga ter boas atuações. Vestir a camisa 10 sempre traz responsabilidade, mas eu gosto desse papel, sempre gostei na minha carreira."
Essa estabilidade ocorre em um cenário de transformação local. Após o período de investimentos astronômicos na década passada, a liga chinesa passou por uma reestruturação financeira profunda. Nazário, no entanto, garante que o campeonato não perdeu competitividade e elogiou o crescimento tático e estrutural que testemunhou desde sua chegada.
Antes de embarcar para o exterior, o meia teve o privilégio de defender dois gigantes do Rio de Janeiro. Pelo Botafogo, disputou 46 partidas, marcou quatro gols e deu sete assistências. No Vasco, participou de 17 jogos, anotando dois gols e uma assistência, integrando o elenco de 2022 que iniciou a transição para o modelo de SAF e pavimentou o retorno do clube à elite nacional.
"Tanto Botafogo quanto Vasco têm cobranças muito fortes, porque são clubes enormes e com histórias pesadas no futebol brasileiro. Claro que existem diferenças, mas o mais importante pra mim foi ter vestido a camisa dos dois times, é algo que tenho muito orgulho", relembrou.
Com passagens por outros clubes tradicionais como Cruzeiro, Athletico-PR, Guarani, Chapecoense e pelo futebol alemão, o camisa 10 do Henan FC valoriza a bagagem acumulada ao longo da carreira. Para o jogador, a rotina organizada na Ásia, somada às experiências vividas sob forte pressão no Brasil, consolidaram sua evolução profissional e pessoal.

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