Omar Artan, coberto pela bandeira da Somália, em sua chegada ao paísReprodução / X
Mais de 100 torcedores esperavam do lado de fora da área VIP do principal aeroporto da capital somali, o Aden Adde, agitando bandeiras do país, quando Artan desembarcou sob aplausos de um voo da Turkish Airlines.
"Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe... Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado", declarou Artan à imprensa.
"Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade", declarou Mohamed Said, um funcionário do governo.
Um porta-voz do Departamento de Estado declarou à AFP na terça-feira que Artan "é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas", o que "inabilita o viajante para ser admitido nos Estados Unidos".
A Fifa confirmou que ele não integrará o quadro de árbitros do Mundial, que começa na quinta-feira (11).
A presença de Artan entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, foi motivo de orgulho para seus compatriotas.
O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, declarou em abril que Artan era "um símbolo de inspiração para uma nova geração de somalis".

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