Bandeira oficial dos Jogos OlímpicosDivulgação / COI
Esse restabelecimento, agora recomendado às federações internacionais em seus respectivos esportes, vem acompanhado de exigências específicas no acompanhamento antidoping devido ao "ceticismo da comunidade esportiva mundial", especifica o COI em um comunicado.
Cada atleta russo que retornar às "competições internacionais" deverá se submeter a "diversos testes", segundo um programa definido em conjunto pelas federações internacionais e pela Agência de Controles Internacionais.
Por enquanto, o COI não organizará eventos na Rússia nem convidará representantes do Estado russo.
A Rússia, uma potência esportiva mundial, está proibida desde 2016 de exibir sua bandeira e cores no âmbito olímpico, primeiro pelo escândalo de doping orquestrado pelo Estado, pelo qual teve de competir inicialmente sob a bandeira olímpica (2018) e, depois, sob a do ROC, em 2021 e 2022.
Dias após o término dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022, o exército russo invadiu a Ucrânia com o apoio de Belarus, desencadeando uma série de sanções esportivas.
"Ainda há muito a ser feito para implementar as decisões do COI no âmbito das organizações internacionais, mas o COI está enviando uma mensagem clara: o movimento olímpico deve ficar à margem da política", declarou o ministro dos Esportes da Rússia, Mikhail Degtyarev, no Telegram, nesta terça-feira.

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