Presidente da Fifa, Gianni Infantino Geoff Caddick / AFP
Em resposta ao Estadão, a Fifa se disse "consciente" da medida tomada pelo COI. A análise será feita junto a membros filiados à entidade que comanda o futebol, o que deve incluir a Uefa na discussão. O órgão europeu mantém clubes russos fora dos torneios continentais desde 2022, quando foi iniciada a guerra na Ucrânia.
A Uefa não tende a facilitar uma possível decisão favorável à Rússia por parte da Fifa. Embora não tenha se pronunciado oficialmente, a entidade já encontrou resistência anteriormente sobre o tema.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia sinalizado no começo do ano o desejo de promover o retorno da Rússia aos torneios. "Sou contra proibições e boicotes. Acredito que eles não trazem nada de bom, apenas contribuem para mais ódio", disse Infantino em uma entrevista à rede de televisão britânica Sky News em fevereiro.
Em maio de 2025, Infantino ouviu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem se aproximou nos últimos anos, uma sugestão para que a Rússia participasse da Copa de 2026 como incentivo para o fim da guerra. Infantino condicionou o retorno ao fim do conflito. "Esperamos que algo aconteça e que a paz se estabeleça para que a Rússia possa ser readmitida", disse o mandatário.
Em Tóquio-2020, a Rússia foi proibida de utilizar seu nome, hino e símbolo nacional. Os atletas competiam sob a sigla do Comitê Olímpico Russo (ROC). A medida de 2023 deu sequência, portanto, a um ato já em vigor, mas por outra razão.
A Guerra na Ucrânia não acabou. Um estudo, publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), em Washington, afirma que mais de 2 milhões de soldados russos e ucranianos foram mortos ou ficaram feridos nos quatro anos em que a Rússia trava guerra contra o país vizinho.
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