Alex Oreiro, presidente da Casa de Espanha, acredita no bicampeonatoBreno Prata / Agência O DIA

Depois da seleção brasileira adiar o sonho do hexa por mais quatro anos, o Rio de Janeiro se divide para a final da Copa do Mundo, entre Espanha e Argentina, que se enfrentam hoje, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Em meio ao clima de decisão, O DIA conversou com espanhóis e argentinos que vivem na Cidade Maravilhosa para saber como estão as expectativas para a disputa pelo título mundial.
“Acho que não tenho mais coração. Esse vai ser o quarto infarto que vou ter nesta Copa, mas a gente precisa assistir e torcer sempre. Só temos garra e vontade, porque quem faz o trabalho duro são eles. Nós apenas torcemos para que tudo dê certo”, brincou Christian Weisheim, dono da Santa Maradó, pizzaria argentina localizada na Tijuca.
O empresário, que une a paixão pela seleção à gastronomia, revelou ter conseguido, junto à Prefeitura do Rio, autorização para interditar o trânsito na esquina das ruas Gonzaga Bastos e Barão de Mesquita, entre às 14h e 20h, para que os torcedores acompanhem a decisão em frente ao restaurante.
Sonhando com o tetracampeonato e o bi consecutivo, a expectativa, no entanto, não poderia ser outra. Mesmo com o restaurante batizado em homenagem ao ídolo Diego Armando Maradona, Christian aposta em mais uma atuação de gala do astro Lionel Messi e ainda analisou o que representam os dois maiores ídolos do futebol argentino.
“A Espanha precisa descobrir como vai parar o Messi. Ele está com muita vontade, quer fazer tudo. Já ganhou praticamente tudo no futebol e, por isso, joga cada vez mais leve. Tenho o privilégio de tê-lo como referência, mas isso vale para qualquer torcedor que pode desfrutar de um jogador tão magnífico. O Messi representa aquilo que todo argentino gostaria de ser. O Maradona representa aquilo que todo argentino é”,afirmou.
Do outro lado do túnel, a comunidade hispano-brasileira vem se reunindo na Casa de Espanha, clube tradicional localizado no Humaitá, para assistir aos jogos de sua seleção.
“É muito legal receber o público em dias de jogo. Tem sido uma experiência especial. O cônsul da Espanha participou de todas as partidas e já me ligou animado para dizer que virá com amigos para a final, assim como outros representantes consulares. É muito bonito ver a comunidade se unindo em torno dessa alegria. Hoje, o futebol tem um peso enorme para a Espanha”, destacou Alex Oreiro, presidente da Casa de Espanha.
Prestes a disputar apenas sua segunda final de Copa do Mundo, os espanhóis apostam na força coletiva da equipe, aliada ao talento de Lamine Yamal. Para Alex, o controle da posse de bola será fundamental para neutralizar a Argentina e potencializar o jovem atacante.
“A expectativa é boa, mas a Argentina preocupa. Se a Espanha conseguir controlar a posse de bola, já terá uma forma de limitar as ações do Messi e da seleção argentina. E, como todo gênio, se Lamine Yamal estiver inspirado, pode decidir o jogo. Uma grande atuação em uma final de Copa certamente aumentaria ainda mais o destaque dele no torneio”, destacou.
Naturais de Santa Comba, município espanhol, localizado na província da Corunha, na região Noroeste do país ibérico, os amigos de longa data, Juan Souto e José Martínez, não tem dúvidas sobre o resultado da partida. “2 a 1 para Espanha e vamos todos comemorar com a família”, finalizaram.
Espanha e Argentina têm pela frente o duelo mais importante da história entre as duas equipes. O confronto acontece pouco mais de 60 anos após o único encontro entre as seleções no torneio, em partida do Mundial 1966. Na ocasião, os argentinos levaram a melhor no duelo válido pela primeira rodada do grupo 2, e venceram os espanhóis por 2 a 1.
O retrospecto geral, porém, é equilibrado. Em 14 confrontos, cada seleção soma seis vitórias, além de dois empates. Agora, os torcedores aguardam ansiosamente por mais um capítulo dessa rivalidade.