Presidente da Uefa, Aleksander ČeferinFabrice Coffrini / AFP
O plano, revelado na última terça-feira (28) pelo presidente Gianni Infantino, prevê criar uma nova empresa, a "Fifa Forward Enterprise (FFE)", que seria responsável pela administração não só do Mundial, mas de outras competições da entidade.
A previsão é de levantar 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) com a companhia e vender parte dela aos acionistas. Segundo Infantino, a iniciativa irá "desbloquear todo o potencial comercial e as oportunidades que a FIFA possui".
Federações detonam proposta
Já a Federação Inglesa de Futebol (FA) destacou que não tinha conhecimento algum da proposta. "Com base nas informações limitadas disponíveis, estamos profundamente preocupados com a falta de um processo adequado e de governança para que essa proposta chegasse a este estágio, bem como com seu aparente conteúdo e os princípios envolvidos."
Javier Tobias, presidente da La Liga, a primeira divisão espanhola, argumentou, por meio das redes sociais, que as competições da Fifa "não são propriedade pessoal de Infantino". Em seguida, disparou críticas ao mandatário. "Infantino não é a solução para a governança da Fifa. Ele é o problema. Estamos apenas mergulhando mais fundo no iceberg, e ainda resta muito a emergir à superfície."
Prazo estabelecido
A carta enviada às federações explica que um pacote inicial de financiamento de 10 bilhões de dólares (R$ 51 bilhões) estará disponível caso a proposta seja aprovada. Se for rejeitada, o montante disponível será de 2,7 bilhões de dólares (R$ 13,8 bilhões).

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