Omar Artan é um dos principais nomes da arbitragem no continente africanoKenzo Tribouillard / AFP
"Foi um período muito difícil", admitiu. "Muitas pessoas simpatizam comigo, porque quando alguém trabalha por muitos anos e deveria realizar algo, mas não consegue, é muito desafiador. Mas eu realmente aprecio o apoio que recebi em todo o mundo. Sou muito grato", disse, em entrevista ao site da entidade europeia, publicada nesta segunda-feira (10).
A Supercopa da Uefa abre a temporada europeia e coloca frente a frente os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Neste ano, o duelo será entre PSG e Aston Villa, nesta quarta-feira (12), às 16h, em Salzburg, na Áustria. Além da taça, a partida também terá um sabor especial para Artan.
O somali foi escolhido para apitar o duelo entre europeus devido a um memorando de entendimento assinado no final de abril entre a Uefa e a Confederação Africana de Futebol para incentivar a cooperação em diversas áreas, incluindo a arbitragem.
Artan ainda falou da sua preparação para os jogos. "Nós, árbitros, passamos por muita preparação para conhecer as equipes", explica ele. "Eu sempre assisto aos jogos dos times. Gosto de assistir ao futebol europeu de qualquer maneira, mas, independentemente disso, faço uma pesquisa aprofundada sobre as equipes, como jogam, seus comportamentos, táticas e muitas coisas do tipo."
Relembre o caso
Um porta-voz do Departamento de Estado do país declarou, na ocasião, que o juiz era "suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas".
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou a ausência do árbitro. "Claro que é lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, mais uma vez, nós não controlamos tudo. Nós tentamos, vamos discutir, vamos falar e vamos ver. Talvez, às vezes, seja bom também, você sabe, relaxar. Nós trabalhamos em tudo, nós tentamos resolver tudo."

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.