Tifanny disputará o Campeonato Paulista pelo Osasco, mas não sabe se poderá jogar a SuperligaReprodução de redes sociais
Tifanny promete reagir a banimento de mulheres trans no vôlei feminino
Atleta do Osasco será afetada diretamente por decisão da CBV em seguir política do COI de fazer testes de gênero para torneios nacionais
Tifanny Abreu falou pela primeira vez sobre a nova política de elegibilidade adotada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Emocionada, a jogadora do Osasco afirmou estar "muito abalada" e criticou a exigência de testes genéticos para a participação nas principais competições femininas nacionais.
A medida, publicada na última sexta-feira, estabelece a identificação do gene SRY como critério de elegibilidade. A mudança afeta diretamente a continuidade de Tifanny em torneios organizados pela CBV, como a Superliga, a Supercopa e a Copa Brasil.
Ao ler um depoimento preparado, a atleta disse que atravessa um dos momentos mais difíceis de sua carreira. Tifanny atua há uma década no voleibol feminino e declarou que a entidade "está tirando" dela o amor pelo esporte e sua profissão.
A jogadora também afirmou que a decisão ultrapassa sua situação individual e atinge o Osasco, torcedores, patrocinadores e pessoas que acompanham sua trajetória. Para Tifanny, a nova regra representa um retrocesso na luta pela inclusão no esporte.
Apesar da mudança nacional, Tifanny está autorizada a disputar o Campeonato Paulista. A Federação Paulista de Vôlei decidiu manter as normas vigentes no início da competição, antes da publicação da nova política da CBV.
Tifanny garantiu que pretende buscar alternativas para continuar atuando e defender seus direitos. "Não vou me calar", declarou a jogadora, que prometeu tomar as medidas possíveis contra a restrição. As declarações foram concedidas após a partida entre Osasco e Pinheiros, marcada por manifestações de apoio à atleta nas arquibancadas.