Gakpo comemorando o gol de empate contra a Alemanha na Liga das NaçõesDivulgação / Holanda
Com novos treinadores, as seleções entraram em campo tentando apagar o vexame de não irem além do primeiro mata-mata da Copa. A Alemanha caiu nos pênaltis diante do Paraguai, enquanto a Holanda também se despediu nos tiros livres, superada por Marrocos.
O jogo em Amsterdã foi bastante brigado e tenso por causa da falta de fair play no gol alemão, de Nmecha, e ainda contou com invasão ao gramado de um jovem torcedor quando restavam oito minutos para o fim. Gapko evitou a decepção caseira ao anotar nos acréscimos para uma Holanda bastante superior.
Minuto de silêncio e gol polêmico
Em campo, o estreante Xavi Hernández mandou uma escalação bastante ofensiva da Holanda, na qual preteriu o artilheiro Memphis Depay, do Corinthians, fora da convocação, mas com "portas abertas" na seleção.
Do outro lado, o também estreante Jürgen Kloop acabou perdendo de última hora Musiala, com dores na coxa e surpreendeu com o experiente lateral e capitão Kimmich atuando no meio-campo. A estratégia era valorizar a posse de bola diante de um oponente com peças velozes e que queria surpreender nos lançamentos longos e na correria para cima da defesa alemã, sobretudo com Summerville.
A Alemanha iniciou o confronto com a bola e rondando a área rival. Aos poucos, porém, os mandantes começaram a se soltar e assumiram as ações da partida. Após cobrança de escanteio, o capitão Van Dijk apareceu livre na pequena área e tirou o zero do marcador. Ter Stegen foi atrapalhado por Brobbey e após consulta do VAR, o lance foi impugnado.
O duelo deixou o futebol de lado por um tempo, com algumas entradas duras e desleais e Havertz acabou substituído com apenas 28 minutos após levar uma pancada de Van Hecke. Saiu lamentando muito.
Em lance no qual o fair play ficou de lado, com Brobbey caído por causa de um problema muscular sentido sozinho, em arrancada, o árbitro mostrou indecisão em parar o jogo. Os alemães deram sequência no lance e a bola sobrou para Nmecha anotar 1 a 0. A revolta laranja foi gigante, mas de nada adiantou.
Adeyemi, sem goleiro e livre na área, mandou pelo alto a chance de ampliar, para desespero de todos os companheiros e de Kloop, incrédulo com o erro de seu atacante. Ao menos aplaudiu as três defesas seguidas de Ter Stegen que evitaram a igualdade antes do intervalo.
Ter Stegen faz milagres, mas Gakpo salva
As mãos na cabeça de Xavi retratavam a grande frustração do técnico e da torcida caseira, que sofria com tantas chances desperdiçadas em uma etapa de uma seleção apenas. A Holanda empilhada finalizações, enquanto a Alemanha buscava um contragolpe que não vinha. Meerdink não estava com a pontaria afinada em sua estreia ao carimbar a trave após leve desvio de Ter Stegen.
A Holanda lutou até o apito final e, merecidamente, conseguiu chegar à igualdade nos acréscimos, com Gakpo aparecendo livre para concluir a jogada que começou com roubada de bola, enfim superando Ter Stegen - pouco antes, o goleiro voou para espalmar a batida colocada de Van Bommel. A igualdade, mesmo vindo no fim, mostrou que a Alemanha precisa melhorar bastante, pois passou sufoco gigante. A chance de demonstrar melhor futebol pode ser no domingo, quando recebe a Grécia pela segunda rodada da Liga das Nações. No mesmo dia, os holandeses buscam o primeiro triunfo em visita à Sérvia.
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