Pep Guardiola deixou o City recentemente Divulgação / Manchester City
Guardiola defende Manchester City após condenação: 'Superar juntos'
Investigação começou em 2018 e sanções do clube inglês serão aplicadas posteriormente; ainda cabe recurso por parte da equipe
Fora do Manchester City desde o fim da última temporada, o técnico Pep Guardiola, de 55 anos, se pronunciou sobre a condenação sofrida pelo clube inglês depois da uma investigação da Premier League. O espanhol reforçou sua solidariedade com a sua ex-equipe.
"Quero dizer a todos os torcedores do Manchester City que eu estou aqui. Mais do que nunca eu estou, sempre estive e sempre estarei apoiando meu clube, o dono do clube, o presidente, o Ferran [Soriano, diretor esportivo], os jogadores, o estafe, o Enzo [Maresca, técnico] e vocês, nossos torcedores. Serei bem claro: nós vamos passar por isso juntos. Amo todos vocês", disse o Guardiola em suas redes sociais.
Na última sexta-feira (25), o Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações de violações financeiras e regulatórias feitas pela Premier League. A maior parte das infrações se concentra em nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18, intervalo de aproximadamente nove anos. O veredicto encerra uma investigação que começou em 2018 e pode resultar em punições ao clube, ainda não definidas. A informação foi divulgada pelo The Athletic e pelo The Guardian. O City deve recorrer da decisão.
A investigação da Premier League começou em 2018, e as acusações foram apresentadas formalmente em fevereiro de 2023, após quatro anos de apuração. O julgamento teve início em setembro de 2024 e terminou em dezembro daquele ano. Desde então, a comissão independente analisava o caso até divulgar o veredicto nesta sexta-feira.
As infrações reconhecidas envolvem diferentes áreas da administração do Manchester City. Entre elas estão informações financeiras consideradas imprecisas, receitas de patrocínio relacionadas aos proprietários do clube e a falta de divulgação de pagamentos feitos a jogadores e ao então técnico Roberto Mancini.
Também foram reconhecidas violações relacionadas às regras de licenciamento e Fair Play da Uefa e aos regulamentos de rentabilidade e sustentabilidade da Premier League. As acusações sobre informações financeiras abrangem as temporadas entre 2009/10 e 2017/18. Já as relacionadas a Mancini e aos jogadores correspondem a períodos específicos dentro desse intervalo.
Parte do processo também trata da relação do Manchester City com a investigação. O clube foi considerado culpado por não fornecer documentos e informações solicitados pela Premier League. Ao todo, 35 das 115 acusações estavam ligadas à falta de cooperação, em episódios registrados entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2023.
O Manchester City só não foi considerado culpado em uma das 115 acusações. As sanções serão definidas em uma etapa posterior do processo, e o clube deve recorrer da decisão.

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