Cristiano Ronaldo deixou a delegação de Portugal após crise com Jorge JesusAFP
Jorge Jesus foi a aeroporto atrás de CR7 para conter crise, diz jornal
Segundo a imprensa europeia, o craque não deu ouvidos ao treinador, que estava junto do presidente da Federação Portuguesa
A novela envolvendo o craque Cristiano Ronaldo e o técnico da seleção portuguesa, Jorge Jesus, segue rendendo novos capítulos. O treinador e o presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, foram ao aeroporto de Copenhague junto ao atleta para tentar convencê-lo a não deixar a delegação, mas o astro não deu ouvidos a eles, de acordo com o jornalista Nuno Luz, do jornal espanhol 'Marca'.
Agora, parte da imprensa local está tratando a saída repentina de Cristiano como um movimento que indica a sua aposentadoria definitiva da seleção. Vestindo a camisa do seu país, levou a equipe a conquistar o primeiro título oficial de sua história: a Eurocopa 2016. Depois, ainda levantou os troféus da Liga das Nações em 2019 e 2025.
A polêmica envolvendo Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus começou na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, no último domingo (27). O craque ficou no banco de reservas e não escondeu sua insatisfação pela decisão do técnico em não o utilizar no jogo. Depois disso, o atacante faltou nos treinos de segunda e terça-feira.
Em meio ao entreveiro, o presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, precisou viajar à Dinamarca para tratar do assunto com os dois. Diante desse cenário, Jorge Jesus esclareceu a situação em entrevista.
"O que falámos é o que ele disse na coletiva de imprensa. Ele disse: 'Estou aqui para você decidir. Quer que eu jogue, eu jogo. Quer que eu vá para o banco, eu vou'. O presidente veio, é óbvio, tem de estar aqui pelo que estão falando em Portugal. Quis saber o que se passou. Mas depois de jantar já tínhamos resolvido o problema que não era problema."
Jorge Jesus ainda aproveitou para explicar o motivo principal para a polêmica. Ele, inclusive, mudou a explicação original de que havia prometido que Cristiano Ronaldo jogaria 30 minutos, como disse após a partida contra a Noruega. Desta vez disse que não deu a certeza de que iria utilizá-lo.
"Não houve caso nenhum. Vou explicar outra vez. Eu disse ao Cris que ele não ia jogar estes dois jogos. Pensei durante o jogo que, se calhar, vou precisar e vai aquecer. E depois não o pus em campo. Qualquer jogador, quando andamos ali a aquecer 20 ou 30 minutos, e depois não entra não fica contente. Quanto mais o Cris ou se fosse Pelé, Maradona", continuou.
"É esse o estatuto. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entrava", concluiu. Horas depois, Cristiano anunciou que estava se retirando da delegação e solicitou o seu jato particular, que estava em Madri, para Copenhague, onde o time está concentrado.



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